Santa Casa de Alfenas - Casa de Caridade (MG) — Prova 2025
Paciente vítima de colisão carro x anteparo fixo. Usava cinto de segurança de duas pontas. Deu entrada na emergência com quadro de dor abdominal moderada e sangue no meato uretral. Tomografia computadorizada com contraste EV, evidenciando extravasamento de contraste na fase tardia, a partir da bexiga, para a goteira parietocólica direita. Qual a melhor conduta?
Ruptura vesical intraperitoneal (extravasamento para goteira) → Laparotomia e rafia.
O extravasamento de contraste da bexiga para a goteira parietocólica direita indica uma ruptura intraperitoneal da bexiga. Este tipo de lesão requer intervenção cirúrgica imediata (laparotomia e rafia) devido ao risco de peritonite e sepse pela contaminação da cavidade abdominal com urina.
O trauma abdominal é uma emergência comum, e as lesões geniturinárias, como a ruptura vesical, são complicações significativas que exigem diagnóstico e manejo rápidos. A compreensão dos mecanismos de trauma, como o uso de cinto de segurança de duas pontas, e a interpretação de exames de imagem são cruciais para a tomada de decisão clínica, especialmente para residentes em emergência e cirurgia. A ruptura de bexiga pode ser classificada como intraperitoneal ou extraperitoneal. A ruptura intraperitoneal, como a descrita na questão com extravasamento para a goteira parietocólica, ocorre geralmente por um aumento súbito da pressão intravesical em uma bexiga cheia, resultando em lesão da cúpula vesical. A presença de sangue no meato uretral é um sinal de alerta importante para lesão do trato urinário inferior. A tomografia computadorizada com contraste é o exame padrão-ouro para o diagnóstico. A conduta para a ruptura vesical intraperitoneal é a laparotomia exploradora com rafia da lesão vesical e lavagem da cavidade abdominal para prevenir peritonite. Já as rupturas extraperitoneais, na maioria dos casos, podem ser manejadas conservadoramente com sondagem vesical por duas a três semanas. A distinção entre os tipos de ruptura é vital para evitar morbidade e mortalidade significativas, sendo um ponto chave para a prática do residente.
A ruptura intraperitoneal é caracterizada pelo extravasamento de urina (e contraste na TC) para a cavidade peritoneal, como a goteira parietocólica. A ruptura extraperitoneal, mais comum, envolve extravasamento para o espaço perivesical, geralmente associada a fraturas pélvicas.
Sinais incluem dor abdominal (especialmente suprapúbica), hematúria macroscópica (sangue no meato uretral), dificuldade ou impossibilidade de micção, e distensão abdominal. O mecanismo do trauma (ex: cinto de segurança de duas pontas) também é um forte indicativo.
A laparotomia é necessária para realizar a rafia da lesão vesical e lavar a cavidade peritoneal, prevenindo a peritonite química e bacteriana causada pela urina na cavidade abdominal, que pode levar a sepse e complicações graves.
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