UFG/HC - Hospital das Clínicas da UFG - Goiânia (GO) — Prova 2020
As lesões vesicais traumáticas extraperitoneais são duas vezes mais comuns que as lesões intraperitoneais e estão quase invariavelmente associadas a uma fratura pélvica. Classicamente, as rupturas extraperitoneais da bexiga terão uma aparência de explosão estelar nos estudos radiográficos. Na presença de uma lesão da bexiga extraperitoneal, considera-se uma intervenção cirúrgica aberta se houver
Ruptura vesical extraperitoneal: cirurgia indicada se laparotomia exploratória necessária para outras lesões abdominais.
Lesões vesicais extraperitoneais são geralmente tratadas conservadoramente com drenagem urinária. A cirurgia aberta é indicada principalmente quando o paciente já necessita de laparotomia para outras les lesões intra-abdominais associadas, aproveitando o acesso cirúrgico.
As lesões vesicais traumáticas extraperitoneais são as mais comuns, representando cerca de 80-90% das rupturas de bexiga e estão fortemente associadas a fraturas pélvicas. A fisiopatologia envolve o cisalhamento da bexiga cheia contra as estruturas ósseas da pelve fraturada. O diagnóstico é feito principalmente pela cistografia retrógrada, que revela o extravasamento de contraste para o espaço extraperitoneal, muitas vezes com o clássico aspecto de "explosão estelar". O manejo da maioria das rupturas vesicais extraperitoneais é conservador, consistindo na drenagem contínua da bexiga por um cateter vesical por um período de 7 a 14 dias, permitindo a cicatrização espontânea. A intervenção cirúrgica aberta é reservada para situações específicas. A indicação mais comum para cirurgia é a necessidade de laparotomia exploratória para o tratamento de outras lesões intra-abdominais coexistentes, como lesões de intestino ou grandes vasos, aproveitando a oportunidade para reparar a bexiga. Outras indicações cirúrgicas menos frequentes incluem o encarceramento de espículas ósseas na bexiga, lesões do colo vesical ou vagina, ou quando a drenagem conservadora falha. Para residentes, é crucial entender que a presença de uma ruptura extraperitoneal por si só não exige cirurgia imediata, mas sim a avaliação do contexto clínico geral do paciente politraumatizado e a presença de outras lesões que demandem intervenção cirúrgica.
A principal causa é o trauma pélvico, com fraturas da pelve associadas em quase todos os casos de ruptura vesical extraperitoneal.
O tratamento inicial é geralmente conservador, com a colocação de um cateter vesical para drenagem contínua da urina por 7 a 14 dias, permitindo a cicatrização espontânea.
A cirurgia aberta é indicada se o paciente já necessitar de laparotomia exploratória para tratamento de outras lesões intra-abdominais significativas, ou em casos específicos como encarceramento de espículas ósseas na bexiga.
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