UniEVANGÉLICA - Universidade Evangélica de Goiás — Prova 2022
Gestante (G1 P0) de 37 semanas, em trabalho de parto na pré-parto, com contrações rítmicas, BCF de 140bpm, colo dilatado para 7,0cm, zero de DeLee. No ápice de uma contração, a paciente sentiu uma dor lancinante, intensa e que após esse episódio para a dinâmica uterina, a pressão arterial cai para 90 x 60mmHg. O que deve fazer?
Dor lancinante + parada dinâmica uterina + hipotensão materna em TP → Ruptura uterina → Cesárea de urgência.
O quadro clínico de dor abdominal súbita e intensa ("lancinante") durante o trabalho de parto, seguida por cessação das contrações uterinas e sinais de choque materno (hipotensão), é altamente sugestivo de ruptura uterina. Esta é uma emergência obstétrica que exige intervenção imediata para salvar a vida da mãe e do feto.
A ruptura uterina é uma das mais graves emergências obstétricas, caracterizada pela separação completa ou incompleta da parede uterina durante a gestação ou trabalho de parto. Embora rara, sua incidência aumenta em mulheres com cicatriz uterina prévia (ex: cesárea anterior) ou em casos de grande multiparidade, trabalho de parto prolongado ou uso inadequado de ocitócicos. A rápida identificação e intervenção são cruciais para a sobrevivência materno-fetal. O diagnóstico de ruptura uterina é primariamente clínico. Os sinais e sintomas incluem dor abdominal súbita e intensa ("lancinante"), que pode ser seguida por uma sensação de alívio da dor e cessação das contrações uterinas. A paciente pode apresentar sinais de choque hipovolêmico, como hipotensão, taquicardia e palidez. O sofrimento fetal agudo, evidenciado por alterações na cardiotocografia, é comum. Em alguns casos, pode-se palpar partes fetais fora do útero. A conduta diante da suspeita de ruptura uterina é a laparotomia exploradora imediata, geralmente por meio de cesárea de urgência. O objetivo é controlar a hemorragia, extrair o feto e reparar o útero, se possível, ou realizar histerectomia em casos de lesão extensa. O prognóstico materno e fetal depende diretamente da rapidez do diagnóstico e da intervenção cirúrgica, sendo uma condição com alta morbimortalidade se não tratada prontamente.
Os sinais clássicos incluem dor abdominal súbita e lancinante, cessação da dinâmica uterina, sangramento vaginal, hipotensão materna e, por vezes, palpabilidade de partes fetais fora do útero.
A conduta imediata é a realização de uma cesárea de urgência, visando o controle da hemorragia e a extração fetal, para minimizar os riscos maternos e fetais.
Na ruptura uterina, há parada da dinâmica uterina e dor lancinante, enquanto no descolamento prematuro de placenta, o útero geralmente se torna hipertônico e doloroso, com contrações mantidas ou intensificadas.
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