Santa Casa de São Carlos (SP) — Prova 2025
Paciente em trabalho de parto, com história de cesárea anterior, apresenta súbita desaceleração fetal e dor abdominal intensa. Qual é a suspeita clínica mais urgente?
Trabalho de parto + cesárea prévia + desaceleração fetal súbita + dor abdominal intensa → Ruptura Uterina.
A ruptura uterina é uma emergência obstétrica grave, especialmente em pacientes com cesárea anterior em trabalho de parto. A tríade clássica inclui dor abdominal súbita e intensa, desaceleração fetal (geralmente bradicardia) e, por vezes, cessação das contrações uterinas ou sangramento vaginal. Requer intervenção imediata.
A ruptura uterina é uma das mais graves emergências obstétricas, associada a alta morbimortalidade materna e fetal. Embora rara, sua incidência aumenta significativamente em mulheres com história de cesárea anterior que entram em trabalho de parto, especialmente se tentarem o parto vaginal após cesárea (PVAC). A cicatriz uterina prévia representa um ponto de fragilidade que pode ceder sob o estresse das contrações uterinas. Os sinais e sintomas clássicos incluem dor abdominal súbita e intensa (muitas vezes descrita como "rasgando"), desaceleração fetal prolongada ou bradicardia (devido à hipóxia fetal), sangramento vaginal anormal e, em alguns casos, a cessação das contrações uterinas. A palpação de partes fetais fora do útero é um sinal tardio e grave. A suspeita clínica deve ser alta em qualquer paciente com fatores de risco que apresente esses sintomas. O diagnóstico de ruptura uterina é clínico e a conduta é imediata: laparotomia exploradora de emergência. O objetivo é resgatar o feto e controlar o sangramento materno, que pode ser maciço. O útero pode ser reparado ou, em casos mais graves, pode ser necessária uma histerectomia. A prevenção envolve a seleção cuidadosa de pacientes para PVAC e monitoramento rigoroso durante o trabalho de parto.
Os principais fatores de risco incluem história de cesárea anterior (especialmente incisão corporal clássica), cirurgias uterinas prévias (miomectomia), trauma uterino, multiparidade, uso excessivo de ocitocina e trabalho de parto prolongado ou obstruído.
A ruptura uterina pode se manifestar com dor abdominal súbita e intensa, desaceleração fetal prolongada ou bradicardia, sangramento vaginal anormal, cessação das contrações uterinas, taquicardia materna e hipotensão, e em casos avançados, palpação de partes fetais fora do útero.
A suspeita de ruptura uterina exige intervenção imediata. A conduta é a laparotomia exploradora de emergência para reparo uterino ou histerectomia, e o parto do feto, visando minimizar a morbimortalidade materna e fetal.
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