UFRJ/HUCFF - Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (RJ) — Prova 2024
Pode-se afirmar que é uma condição que eleva o risco da ruptura uterina durante o trabalho de parto vaginal de mulheres que se submeteram à cesárea, anteriormente:
Risco de ruptura uterina em TVP após cesárea ↑ com idade gestacional > 41 semanas e macrossomia fetal.
O trabalho de parto vaginal após cesárea (VBAC) é uma opção para muitas mulheres, mas carrega o risco de ruptura uterina. Fatores como idade gestacional prolongada (> 41 semanas), macrossomia fetal, indução do parto (especialmente com prostaglandinas) e o tipo de incisão uterina anterior (clássica vs. segmentar transversal) elevam significativamente esse risco.
A ruptura uterina é uma complicação obstétrica grave, com alta morbimortalidade materna e fetal, e seu risco é significativamente elevado em mulheres com cicatriz uterina prévia, especialmente aquelas que tentam o trabalho de parto vaginal após cesárea (VBAC). A avaliação cuidadosa dos fatores de risco é crucial para a segurança da paciente e do feto. Entre os fatores que elevam o risco de ruptura uterina, destacam-se a idade gestacional prolongada, particularmente acima de 41 semanas. Nesses casos, o útero está mais distendido, e a necessidade de indução do trabalho de parto, muitas vezes com agentes como prostaglandinas, pode aumentar a intensidade das contrações e o estresse sobre a cicatriz uterina. Outros fatores importantes incluem a macrossomia fetal (peso fetal > 4000g), que impõe maior pressão sobre o segmento uterino inferior, e o tipo de incisão uterina anterior (a incisão clássica, vertical, tem risco muito maior que a segmentar transversal). A tomada de decisão sobre o VBAC deve ser individualizada, considerando todos esses fatores de risco e discutindo-os amplamente com a paciente. O monitoramento contínuo durante o trabalho de parto é essencial para identificar precocemente sinais de sofrimento fetal ou de ruptura uterina, como dor abdominal súbita, sangramento vaginal, alteração dos batimentos cardiofetais ou hipertonia uterina.
Os principais fatores de risco incluem idade gestacional > 41 semanas, macrossomia fetal (> 4000g), indução do parto (especialmente com prostaglandinas), incisão uterina anterior clássica e múltiplos partos vaginais prévios.
Uma gestação que ultrapassa 41 semanas pode levar a um útero mais distendido e a um trabalho de parto mais prolongado ou que necessite de indução, aumentando o estresse sobre a cicatriz uterina e, consequentemente, o risco de ruptura.
A incisão uterina clássica (vertical no corpo uterino) confere um risco muito maior de ruptura em gestações subsequentes do que a incisão segmentar transversal baixa, que é a mais comum atualmente e tem um risco significativamente menor.
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