Ruptura Uterina: Diagnóstico e Conduta em Emergência Obstétrica

PSU-GO - Processo Seletivo Unificado de Goiás — Prova 2024

Enunciado

Leia o relato do caso clínico a seguir.  Paciente, 34 anos de idade, G4P3A0, todos os partos cesarianos, gestante (idade gestacional de 37 semanas), relata dor no ventre e sangramento vaginal. A palpação abdominal revela duas massas distintas e batimento cardíaco fetal inaudível. Subitamente a paciente parou de sentir dor abdominal e entrou em choque hipovolêmico. Quais são, respectivamente, o diagnóstico e a conduta?

Alternativas

  1. A) Ruptura uterina; laparotomia imediata.
  2. B) DPP; indução do parto.
  3. C) Placenta prévia; cesariana.
  4. D) HELLP síndrome; indução do parto.

Pérola Clínica

Ruptura uterina: dor súbita que cessa, sangramento, choque, BCF inaudível, história de cesariana → laparotomia imediata.

Resumo-Chave

A história de múltiplas cesarianas é um fator de risco significativo para ruptura uterina. Os sinais clássicos incluem dor abdominal súbita seguida de alívio, sangramento vaginal, choque hipovolêmico, ausência de batimentos cardíacos fetais e palpação de partes fetais fora do útero. A conduta é uma laparotomia imediata para salvar a vida da mãe e, se possível, do feto.

Contexto Educacional

A ruptura uterina é uma das mais graves emergências obstétricas, com alta morbimortalidade materna e fetal. É um tema crítico para residentes de ginecologia e obstetrícia, exigindo reconhecimento rápido e intervenção imediata. A incidência aumenta significativamente em gestantes com cicatrizes uterinas prévias, como as resultantes de cesarianas, sendo o risco maior com o número crescente de cesarianas. O quadro clínico clássico de ruptura uterina inclui dor abdominal súbita e intensa, que pode ser seguida por um alívio repentino da dor, sangramento vaginal, sinais de choque hipovolêmico (taquicardia, hipotensão), e alterações na monitorização fetal, como bradicardia ou ausência de batimentos cardíacos fetais. A palpação abdominal pode revelar duas massas distintas (útero e feto fora do útero) e a apresentação fetal pode ascender. Diante da suspeita de ruptura uterina, a conduta é uma laparotomia imediata. Não há tempo para exames complementares demorados. O objetivo é interromper o sangramento, realizar o parto e avaliar a extensão da lesão uterina para decidir entre a rafia uterina ou a histerectomia. O prognóstico fetal é sombrio, mas a intervenção rápida pode salvar a vida materna.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais fatores de risco para ruptura uterina?

Os principais fatores de risco incluem história de cesariana prévia (especialmente múltiplas), cirurgias uterinas anteriores (miomectomia), grande multiparidade, uso excessivo de ocitocina e trauma abdominal.

Quais são os sinais e sintomas clássicos de ruptura uterina?

Os sinais incluem dor abdominal súbita e intensa que pode cessar repentinamente, sangramento vaginal, choque hipovolêmico, ausência de batimentos cardíacos fetais, e palpação de partes fetais fora do útero ou ascensão da apresentação fetal.

Qual a conduta imediata diante da suspeita de ruptura uterina?

A conduta é uma laparotomia imediata de emergência. O objetivo é controlar o sangramento, reparar o útero (se possível) ou realizar histerectomia, e tentar salvar o feto, se viável, devido ao alto risco de morbimortalidade materna e fetal.

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