Ruptura Uterina: Diagnóstico Rápido e Manejo Emergencial

Pontifícia Universidade Católica de São Paulo - Campus Sorocaba — Prova 2023

Enunciado

Parturiente, multípara (IIIG IIP 0A), 38 semanas, feto único, vivo e cefálico, com antecedente obstétrico de 2 cesáreas e de não ter frequentado assistência pré-natal adequada, se apresenta no plantão com dinâmica uterina inicial e, enquanto aguarda a definição do qual seria a conduta a ser tomada, apresenta bradicardia fetal sustentada (abaixo de 110 bpm), precedida de desacelerações tardias. Há distensão do segmento uterino inferior, com palpação do ligamento redondo retesado, desviado para a face ventral do órgão. A paciente estava ansiosa e agitada. Então, houve piora da dor e ao toque vaginal, não se percebe mais a apresentação fetal. A paciente se queixou de dor escapular e passou a apresentar hipotensão. Com relação a essa situação clínica, assinale a alternativa CORRETA entre as abaixo relacionadas:

Alternativas

  1. A) Aparentemente trata-se de um quadro de Descolamento Prematuro de Placenta, com os sinais clássicos da separação da placenta do leito placentário. A conduta a ser tomada será indução com misoprostol;
  2. B) Trata-se de um quadro clássico de Placenta Prévia Centro-Total, com os achados palpatórios típicos da inserção bai[a da placenta obstruindo a descida da apresentação. As cesáreas anteriores são fator risco para este quadro;
  3. C) Provavelmente estamos frente a um quadro clássico de prenhez ectópica rota e a dor referida na escápula é o denominado Sinal de Laffont que é provocado pela presença de sangue livre na cavidade abdominal;
  4. D) A evolução do processo sugere que seja uma ruptura uterina, emergência obstétrica pouco usual, mais comum em portadoras de cicatrizes uterinas. A conduta será a imediata laparotomia para retirada do concepto.

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