Ruptura Uretral Masculina: Diagnóstico e Manejo Inicial

INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2025

Enunciado

Homem de 20 anos, pedreiro, é atendido em um pronto-socorro após cair de um andaime a uma altura de, aproximadamente, 2 metros, com impacto direto na região urogenital. Refere impossibilidade de micção espontânea. O exame físico revela equimose em “asa de borboleta” no períneo, uretrorragia e globo vesical palpável abaixo da cicatriz umbilical. Frente ao quadro clínico desse paciente, qual é a conduta médica mais adequada?

Alternativas

  1. A) Passagem de sonda vesical de demora.
  2. B) Realização de cistostomia por punção.
  3. C) Estímulo com diurético endovenoso.
  4. D) Incremento da hidratação venosa.

Pérola Clínica

Trauma urogenital + equimose em "asa de borboleta" + uretrorragia → suspeita de ruptura uretral → cistostomia suprapúbica.

Resumo-Chave

A tríade de equimose perineal ("asa de borboleta"), uretrorragia e impossibilidade de micção após trauma urogenital é altamente sugestiva de ruptura uretral. Nesses casos, a sondagem vesical é contraindicada devido ao risco de agravar a lesão ou criar um falso trajeto, sendo a cistostomia suprapúbica a conduta de escolha para drenagem urinária.

Contexto Educacional

A ruptura uretral é uma lesão grave do trato geniturinário inferior, frequentemente associada a traumas pélvicos ou quedas com impacto direto na região perineal. Sua incidência é maior em homens jovens e, se não manejada corretamente, pode levar a complicações significativas como estenose uretral, incontinência e disfunção erétil, impactando a qualidade de vida do paciente. O diagnóstico de ruptura uretral é primariamente clínico, baseado na tríade de uretrorragia, equimose perineal em "asa de borboleta" e impossibilidade de micção, com ou sem globo vesical. A uretrografia retrógrada é o exame padrão-ouro para confirmar a lesão e determinar sua extensão, mas a conduta inicial é guiada pelos achados clínicos. A suspeita deve ser alta em pacientes com trauma pélvico de alta energia ou trauma direto no períneo. A conduta de emergência para a drenagem urinária em casos de suspeita de ruptura uretral é a cistostomia suprapúbica. A tentativa de passagem de sonda vesical é formalmente contraindicada devido ao risco de agravar a lesão. O tratamento definitivo da ruptura uretral, que pode envolver reparo cirúrgico, geralmente é postergado para um segundo momento, após a estabilização do paciente e avaliação detalhada da lesão.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais clínicos de ruptura uretral após trauma?

Os sinais clássicos incluem uretrorragia, equimose perineal em "asa de borboleta", hematoma escrotal, e impossibilidade de micção espontânea, frequentemente acompanhados de globo vesical palpável.

Por que a sondagem uretral é contraindicada na suspeita de ruptura uretral?

A sondagem é contraindicada porque pode agravar uma lesão uretral parcial, transformando-a em completa, ou criar um falso trajeto, aumentando o risco de infecção, estenose e outras complicações.

Qual a conduta inicial para drenagem urinária em caso de ruptura uretral?

A conduta inicial mais adequada para drenagem urinária é a realização de uma cistostomia suprapúbica por punção, que permite o desvio da urina sem manipular a uretra lesionada.

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