INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2025
Homem de 20 anos, pedreiro, é atendido em um pronto-socorro após cair de um andaime a uma altura de, aproximadamente, 2 metros, com impacto direto na região urogenital. Refere impossibilidade de micção espontânea. O exame físico revela equimose em “asa de borboleta” no períneo, uretrorragia e globo vesical palpável abaixo da cicatriz umbilical. Frente ao quadro clínico desse paciente, qual é a conduta médica mais adequada?
Trauma urogenital + equimose em "asa de borboleta" + uretrorragia → suspeita de ruptura uretral → cistostomia suprapúbica.
A tríade de equimose perineal ("asa de borboleta"), uretrorragia e impossibilidade de micção após trauma urogenital é altamente sugestiva de ruptura uretral. Nesses casos, a sondagem vesical é contraindicada devido ao risco de agravar a lesão ou criar um falso trajeto, sendo a cistostomia suprapúbica a conduta de escolha para drenagem urinária.
A ruptura uretral é uma lesão grave do trato geniturinário inferior, frequentemente associada a traumas pélvicos ou quedas com impacto direto na região perineal. Sua incidência é maior em homens jovens e, se não manejada corretamente, pode levar a complicações significativas como estenose uretral, incontinência e disfunção erétil, impactando a qualidade de vida do paciente. O diagnóstico de ruptura uretral é primariamente clínico, baseado na tríade de uretrorragia, equimose perineal em "asa de borboleta" e impossibilidade de micção, com ou sem globo vesical. A uretrografia retrógrada é o exame padrão-ouro para confirmar a lesão e determinar sua extensão, mas a conduta inicial é guiada pelos achados clínicos. A suspeita deve ser alta em pacientes com trauma pélvico de alta energia ou trauma direto no períneo. A conduta de emergência para a drenagem urinária em casos de suspeita de ruptura uretral é a cistostomia suprapúbica. A tentativa de passagem de sonda vesical é formalmente contraindicada devido ao risco de agravar a lesão. O tratamento definitivo da ruptura uretral, que pode envolver reparo cirúrgico, geralmente é postergado para um segundo momento, após a estabilização do paciente e avaliação detalhada da lesão.
Os sinais clássicos incluem uretrorragia, equimose perineal em "asa de borboleta", hematoma escrotal, e impossibilidade de micção espontânea, frequentemente acompanhados de globo vesical palpável.
A sondagem é contraindicada porque pode agravar uma lesão uretral parcial, transformando-a em completa, ou criar um falso trajeto, aumentando o risco de infecção, estenose e outras complicações.
A conduta inicial mais adequada para drenagem urinária é a realização de uma cistostomia suprapúbica por punção, que permite o desvio da urina sem manipular a uretra lesionada.
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