UNICAMP/HC - Hospital de Clínicas da Unicamp - Campinas (SP) — Prova 2020
Homem, 27a, motociclista, trazido à Unidade de Pronto Atendimento referindo que colidiu em alta velocidade contra anteparo fixo. PA= 148x92 mmHg, FC= 87bpm, FR= 17irpm, oximetria de pulso (ar ambiente)= 98%. Radiograma de tórax: O DIAGNÓSTICO É:
Trauma torácico fechado alta energia + radiograma suspeito → Ruptura traumática da aorta.
A ruptura traumática da aorta torácica é uma lesão grave comum em traumas de alta energia, como colisões veiculares. A suspeita clínica é crucial, mesmo com sinais vitais estáveis iniciais, e a radiografia de tórax pode mostrar alargamento do mediastino.
A ruptura traumática da aorta é uma das lesões mais letais em traumas torácicos fechados, com alta mortalidade pré-hospitalar. É crucial para o residente reconhecer o mecanismo de trauma de alta energia (acidentes veiculares, quedas de altura) como um fator de risco significativo, mesmo na ausência de sinais externos óbvios de lesão torácica grave. A suspeita clínica é o primeiro passo para um diagnóstico e tratamento precoces, que são determinantes para a sobrevida do paciente. O diagnóstico inicial frequentemente se baseia em achados do radiograma de tórax, como alargamento do mediastino, que deve levantar um alto índice de suspeita. A confirmação é feita por angiotomografia de tórax. A fisiopatologia envolve forças de desaceleração e cisalhamento que atuam sobre a aorta, especialmente no istmo, o ponto mais fixo e, portanto, mais vulnerável a essas forças. O manejo inclui estabilização hemodinâmica, controle da pressão arterial para evitar a progressão da lesão (com beta-bloqueadores), e o reparo definitivo, que pode ser cirúrgico aberto ou, mais comumente, endovascular (TEVAR). A identificação rápida e a intervenção adequada são essenciais para melhorar o prognóstico desses pacientes.
Os sinais incluem alargamento do mediastino, desvio da traqueia para a direita, obliteração do botão aórtico, capuz pleural apical e fraturas de costelas não contíguas. Estes achados indicam a necessidade de investigação adicional.
O mecanismo mais comum é a desaceleração súbita, que causa forças de cisalhamento e compressão, especialmente no istmo aórtico, onde a aorta é fixada pelo ligamento arterial, tornando-o mais vulnerável.
A conduta inicial envolve estabilização hemodinâmica, controle da pressão arterial (com beta-bloqueadores) para evitar a progressão da lesão e confirmação diagnóstica com angiotomografia de tórax, seguida de reparo cirúrgico ou endovascular.
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