SES-GO - Secretaria de Estado de Saúde de Goiás — Prova 2025
Qual é a localização mais comum de ruptura traumática de Aorta e a melhor conduta em paciente de 65 anos com este quadro, após colisão frontal de veículo e mecanismo de desaceleração, respectivamente?
Trauma por desaceleração → Ruptura no istmo (Aorta descendente proximal) → Endoprótese (TEVAR).
O istmo aórtico é o local mais comum de ruptura traumática devido à fixação pelo ligamento arterioso. O tratamento endovascular (TEVAR) é atualmente a primeira linha em pacientes estáveis.
A lesão traumática da aorta é uma emergência cirúrgica com alta mortalidade pré-hospitalar. O mecanismo clássico envolve acidentes automobilísticos de alta velocidade ou quedas de grandes alturas. A estabilização hemodinâmica e o controle rigoroso da frequência cardíaca e pressão arterial (frequência < 60 bpm e PAS entre 100-120 mmHg) são fundamentais enquanto se aguarda o tratamento definitivo, visando reduzir a tensão na parede aórtica (dp/dt).
O istmo aórtico, localizado logo após a emergência da artéria subclávia esquerda, é o ponto de transição entre a porção móvel (arco aórtico) e a porção fixa (aorta descendente, presa pelo ligamento arterioso e pleura). Em desacelerações súbitas, o cisalhamento ocorre exatamente nessa zona de transição.
O reparo endovascular (TEVAR) apresenta menores taxas de mortalidade e complicações, como paraplegia e insuficiência renal, quando comparado ao clampeamento aórtico da cirurgia aberta, especialmente em pacientes politraumatizados que já possuem outras lesões graves.
O padrão-ouro para diagnóstico é a Angiotomografia de Tórax, que permite visualizar o flap de íntima, pseudoaneurismas ou hematomas periaórticos. No RX de tórax inicial, o alargamento do mediastino (> 8cm) é um sinal sugestivo importante.
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