Santa Casa de Goiânia (GO) — Prova 2021
Paciente vítima de acidente de automobilístico apresenta quadro de traumatismo torácico fechado, com suspeita de lesão da aorta. De acordo com o local que mais frequentemente ocorre ruptura traumática da aorta, o paciente pode apresentar, na sua evolução clínica, qual das seguintes situações?
Ruptura traumática da aorta (istmo) → alargamento de mediastino e hemotórax esquerdo.
A ruptura traumática da aorta ocorre mais frequentemente no istmo aórtico, logo após a origem da artéria subclávia esquerda, devido às forças de cisalhamento em desacelerações bruscas. Essa lesão pode levar a um sangramento significativo para o mediastino (alargamento) e para a cavidade pleural esquerda (hemotórax), sendo achados importantes na radiografia de tórax e tomografia.
A ruptura traumática da aorta é uma lesão devastadora e de alta mortalidade associada a traumatismos torácicos fechados de alta energia, como acidentes automobilísticos. A maioria dos pacientes com ruptura completa morre no local do acidente. No entanto, aqueles que sobrevivem à fase inicial podem apresentar um pseudoaneurisma contido, que requer diagnóstico e tratamento urgentes para evitar uma ruptura fatal. A fisiopatologia envolve forças de desaceleração e cisalhamento que atuam sobre a aorta. O istmo aórtico, localizado distalmente à artéria subclávia esquerda, é o local mais comum de lesão (cerca de 90% dos casos) devido à sua fixação relativa em comparação com o arco aórtico mais móvel. O sangramento resultante pode ser contido pelo adventícia e tecidos periaórticos, formando um hematoma mediastinal. Clinicamente, o paciente pode estar assintomático ou apresentar dor torácica, dispneia, rouquidão, disfagia e sinais de choque. O diagnóstico é frequentemente suspeitado por achados na radiografia de tórax (alargamento do mediastino, hemotórax esquerdo) e confirmado por angiotomografia de tórax, que é o padrão-ouro. O tratamento visa controlar a hemorragia e reparar a lesão, geralmente por cirurgia aberta ou, mais comumente hoje, por reparo endovascular da aorta torácica (TEVAR), que oferece menor morbimortalidade. O manejo agressivo da pressão arterial e frequência cardíaca é crucial no pré-operatório.
A ruptura traumática da aorta ocorre mais frequentemente no istmo aórtico, que é a porção distal ao arco aórtico e após a origem da artéria subclávia esquerda. Essa região é mais fixa e, portanto, mais suscetível a forças de cisalhamento durante desacelerações bruscas em traumas de alta energia.
Os achados radiográficos incluem alargamento do mediastino (>8 cm), desvio da traqueia para a direita, depressão do brônquio principal esquerdo, obliteração do botão aórtico, e presença de hemotórax esquerdo. Esses sinais indicam a necessidade de investigação adicional com angiotomografia.
A conduta inicial envolve estabilização hemodinâmica do paciente, controle da pressão arterial e frequência cardíaca para reduzir o estresse na parede aórtica, e realização de exames de imagem confirmatórios, como a angiotomografia de tórax. A intervenção cirúrgica ou endovascular é frequentemente necessária.
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