Santa Casa de Goiânia (GO) — Prova 2015
Gestante, 38 anos de idade, GIVPIII ( três partos normais), fumante em trabalho de parto, apresenta sangramento vaginal importante. Após amniotomia percebe-se hemoâmnio. O tônus uterino e a frequência cardíaca fetal não se alteraram em momento algum. No cartão de pré-natal, consta registro de uma ultrassonografia realizada no segundo trimestre com placenta de inserção corporal posterior. Ao realizar a cesariana, o achado mais provável pelo quadro exposto acima é de:
Hemorragia vaginal + hemoâmnio + tônus uterino e BCF normais = Ruptura de seio marginal.
A ruptura do seio marginal é uma causa de sangramento vaginal no trabalho de parto que se caracteriza por hemoâmnio, mas sem alterações no tônus uterino ou na frequência cardíaca fetal, diferenciando-se de outras causas graves como descolamento prematuro de placenta.
A ruptura do seio marginal é uma causa de sangramento obstétrico que pode ocorrer no final da gestação ou durante o trabalho de parto. É caracterizada pela separação de uma porção da placenta na sua margem, onde os vasos sanguíneos são mais vulneráveis. Embora possa causar sangramento vaginal significativo, geralmente é menos grave que o descolamento prematuro de placenta e a placenta prévia, sendo um ponto importante para o residente diferenciar. A fisiopatologia envolve a fragilidade dos vasos na margem placentária, que podem se romper sob estresse, como contrações uterinas ou manipulação. O diagnóstico é clínico, baseado na presença de sangramento vaginal, muitas vezes com hemoâmnio (sangue no líquido amniótico) após a ruptura das membranas. Crucialmente, o tônus uterino permanece normal e não há sinais de sofrimento fetal, o que ajuda a distinguir de outras emergências obstétricas. A ultrassonografia pré-natal pode mostrar a localização da placenta, mas não previne ou diagnostica a ruptura do seio marginal. O tratamento é individualizado. Em muitos casos, o sangramento cessa espontaneamente e o parto vaginal pode prosseguir. No entanto, se o sangramento for profuso ou persistente, ou se houver preocupação com o bem-estar materno-fetal, a cesariana pode ser necessária para controlar a hemorragia. O prognóstico materno e fetal geralmente é bom quando a condição é reconhecida e manejada adequadamente, destacando a importância do conhecimento para a prática clínica.
Os sinais incluem sangramento vaginal, frequentemente com hemoâmnio após a ruptura das membranas, mas sem dor abdominal, hipertonia uterina ou alterações na frequência cardíaca fetal, que são características de descolamento prematuro de placenta.
A principal diferença é a ausência de dor e hipertonia uterina na ruptura de seio marginal. No descolamento, há dor intensa, útero hipertônico e, frequentemente, sofrimento fetal.
A conduta depende da intensidade do sangramento e do estado materno-fetal. Em geral, se o sangramento for leve e o trabalho de parto estiver progredindo, pode-se manter a conduta expectante. Em casos de sangramento importante, a cesariana pode ser indicada.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo