Ruptura de Seio Marginal: Diagnóstico e Manejo Obstétrico

Santa Casa de Goiânia (GO) — Prova 2015

Enunciado

Gestante, 38 anos de idade, GIVPIII ( três partos normais), fumante em trabalho de parto, apresenta sangramento vaginal importante. Após amniotomia percebe-se hemoâmnio. O tônus uterino e a frequência cardíaca fetal não se alteraram em momento algum. No cartão de pré-natal, consta registro de uma ultrassonografia realizada no segundo trimestre com placenta de inserção corporal posterior. Ao realizar a cesariana, o achado mais provável pelo quadro exposto acima é de:

Alternativas

  1. A) ruptura do seio marginal.
  2. B) placenta prévia.
  3. C) placenta acreta.
  4. D) ruptura de vasa prévia.

Pérola Clínica

Hemorragia vaginal + hemoâmnio + tônus uterino e BCF normais = Ruptura de seio marginal.

Resumo-Chave

A ruptura do seio marginal é uma causa de sangramento vaginal no trabalho de parto que se caracteriza por hemoâmnio, mas sem alterações no tônus uterino ou na frequência cardíaca fetal, diferenciando-se de outras causas graves como descolamento prematuro de placenta.

Contexto Educacional

A ruptura do seio marginal é uma causa de sangramento obstétrico que pode ocorrer no final da gestação ou durante o trabalho de parto. É caracterizada pela separação de uma porção da placenta na sua margem, onde os vasos sanguíneos são mais vulneráveis. Embora possa causar sangramento vaginal significativo, geralmente é menos grave que o descolamento prematuro de placenta e a placenta prévia, sendo um ponto importante para o residente diferenciar. A fisiopatologia envolve a fragilidade dos vasos na margem placentária, que podem se romper sob estresse, como contrações uterinas ou manipulação. O diagnóstico é clínico, baseado na presença de sangramento vaginal, muitas vezes com hemoâmnio (sangue no líquido amniótico) após a ruptura das membranas. Crucialmente, o tônus uterino permanece normal e não há sinais de sofrimento fetal, o que ajuda a distinguir de outras emergências obstétricas. A ultrassonografia pré-natal pode mostrar a localização da placenta, mas não previne ou diagnostica a ruptura do seio marginal. O tratamento é individualizado. Em muitos casos, o sangramento cessa espontaneamente e o parto vaginal pode prosseguir. No entanto, se o sangramento for profuso ou persistente, ou se houver preocupação com o bem-estar materno-fetal, a cesariana pode ser necessária para controlar a hemorragia. O prognóstico materno e fetal geralmente é bom quando a condição é reconhecida e manejada adequadamente, destacando a importância do conhecimento para a prática clínica.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais clínicos da ruptura de seio marginal?

Os sinais incluem sangramento vaginal, frequentemente com hemoâmnio após a ruptura das membranas, mas sem dor abdominal, hipertonia uterina ou alterações na frequência cardíaca fetal, que são características de descolamento prematuro de placenta.

Como diferenciar ruptura de seio marginal de descolamento prematuro de placenta?

A principal diferença é a ausência de dor e hipertonia uterina na ruptura de seio marginal. No descolamento, há dor intensa, útero hipertônico e, frequentemente, sofrimento fetal.

Qual a conduta para ruptura de seio marginal?

A conduta depende da intensidade do sangramento e do estado materno-fetal. Em geral, se o sangramento for leve e o trabalho de parto estiver progredindo, pode-se manter a conduta expectante. Em casos de sangramento importante, a cesariana pode ser indicada.

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