UFMA/HU-UFMA - Hospital Universitário da UFMA (MA) — Prova 2021
Secundigesta, com 32 semanas de gestação, procura a maternidade devido a história de perda de líquido claro em grande quantidade, há cerca de 1 hora. Relata que na gestação anterior, apresentou quadro semelhante e parto vaginal na 34ª semana, após indução do parto. Assinale a alternativa INCORRETA sobre ruptura prematura pré-termo das membranas (RPPMO):
RPPMO ↑ risco de corioamnionite E trabalho de parto prematuro; tratamento conservador <34 sem inclui ATB e corticoide.
A RPPMO é uma condição séria que aumenta significativamente o risco tanto de infecção intra-amniótica (corioamnionite) quanto de trabalho de parto prematuro. O tratamento conservador para gestações pré-termo (<34 semanas) visa prolongar a gestação, utilizando antibióticos para profilaxia de infecção e corticoides para maturação pulmonar fetal.
A Ruptura Prematura Pré-Termo de Membranas Ovulares (RPPMO) é definida como a rotura das membranas amnióticas antes do início do trabalho de parto e antes de 37 semanas de gestação. É uma complicação obstétrica comum, afetando cerca de 3% das gestações, e é uma das principais causas de prematuridade e morbimortalidade perinatal. A história de RPPMO em gestação anterior, como no caso clínico, é um fator de risco importante para recorrência. O diagnóstico da RPPMO é primariamente clínico, baseado na história de perda de líquido amniótico. Testes complementares como o teste de nitrazina (que detecta pH alcalino do líquido amniótico), o teste do fern (cristalização do líquido em forma de folha de samambaia) e a visualização direta do líquido amniótico no exame especular são confirmatórios. É crucial diferenciar de outras causas de corrimento vaginal. O ultrassom pode mostrar oligodramnia, mas um volume normal não exclui o diagnóstico. O manejo da RPPMO depende da idade gestacional e da presença de infecção. Antes de 34 semanas, a conduta é geralmente conservadora, com internação, monitorização fetal e materna, uso de antibióticos para profilaxia de infecção (reduzindo o risco de corioamnionite e prolongando o período de latência) e corticoides para maturação pulmonar fetal. A RPPMO eleva significativamente o risco de corioamnionite (infecção intra-amniótica) e de trabalho de parto prematuro, sendo a alternativa C incorreta ao afirmar que não eleva o risco de trabalho de parto prematuro.
O principal sintoma é a perda súbita de líquido claro ou amarelado pela vagina. O diagnóstico é confirmado por testes como o de nitrazina, teste do fern ou visualização direta do líquido amniótico no exame especular.
A ruptura das membranas expõe o feto e o útero ao ambiente vaginal, facilitando a ascensão de bactérias e causando infecção (corioamnionite). A inflamação e a infecção, por sua vez, podem desencadear o trabalho de parto prematuro.
Antes de 34 semanas, a conduta é geralmente conservadora, com internação, repouso, uso de antibióticos para profilaxia de infecção e corticoides para acelerar a maturação pulmonar fetal, visando prolongar a gestação.
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