RPMO a Termo: Manejo e Indução do Parto em Gestantes

UNIFESO/HCTCO - Hospital das Clínicas de Teresópolis Costantino Ottaviano (RJ) — Prova 2024

Enunciado

Gestante de 39 semanas, GIIIPNIIAO, dá entrada na emergência com queixa de perda de líquido claro vaginal em grande quantidade, há 4 horas. Nega contrações. Apresenta nos exames do pré-natal um rastreio para colonização por Streptococcus do grupo B negativo. Ao exame físico: Corada, afebril, hidratada, PA 110 x 80 mmHg, AU: 37 cm, BCF 150 bpm, ausência de metrossístoles. Exame especular: líquido claro exteriorizando pelo colo. Toque vaginal: colo com 5 cm, 70% apagado, centralizado, amolecido, apresentação fetal em -1 de De Lee. Qual alternativa apresenta MELHOR assistência à gestante:

Alternativas

  1. A) Internação e indução do parto com ocitocina venosa
  2. B) Internação e indução do parto com misoprostol
  3. C) Internação e indução do parto com ocitocina venosa e início de antibiótico imediato para profilaxia de sepse neonatal
  4. D) Internação e indução do parto misoprostol e início de antibiótico imediato para profilaxia de sepse neonatal
  5. E) Internação, início do antibiótico para profilaxia de sepse neonatal com 8 horas e aguardar trabalho de parto

Pérola Clínica

RPMO a termo com SGB negativo e colo favorável → indução do parto com ocitocina, sem ATB profilático.

Resumo-Chave

Em gestantes a termo com ruptura prematura de membranas e rastreio para Streptococcus do grupo B negativo, a conduta inicial é a internação e indução do parto. A ocitocina é a droga de escolha para indução em colo favorável, e a ausência de colonização por SGB dispensa a profilaxia antibiótica imediata.

Contexto Educacional

A Ruptura Prematura de Membranas (RPM) a termo, definida como a ruptura das membranas amnióticas antes do início do trabalho de parto em gestações ≥ 37 semanas, é uma condição comum que afeta cerca de 8-10% das gestações. Seu manejo adequado é crucial para prevenir complicações maternas e neonatais, como corioamnionite e sepse neonatal. A identificação precoce e a intervenção apropriada são pilares da assistência obstétrica. A fisiopatologia da RPM envolve um enfraquecimento das membranas, que pode ser influenciado por fatores como infecções, inflamação e estresse mecânico. O diagnóstico é clínico, confirmado pela visualização de líquido amniótico no exame especular ou testes complementares. A avaliação do colo uterino pelo Bishop score é fundamental para determinar a melhor estratégia de indução. Em casos de RPM a termo com rastreio negativo para Streptococcus do grupo B (SGB), a indução do parto é a conduta preferencial, geralmente com ocitocina, devido ao colo favorável. O tratamento da RPM a termo visa a minimização do tempo entre a ruptura e o parto para reduzir o risco de infecção. A indução do parto é recomendada para a maioria das pacientes, especialmente aquelas com colo favorável, utilizando ocitocina venosa. A profilaxia antibiótica para SGB é reservada para gestantes com rastreio positivo, desconhecido ou fatores de risco (febre intraparto, trabalho de parto prolongado, RPM > 18h). A monitorização fetal contínua e a vigilância para sinais de infecção são essenciais durante todo o processo.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios para o diagnóstico de ruptura prematura de membranas a termo?

O diagnóstico de RPMO a termo é feito pela história de perda de líquido vaginal e confirmado pela visualização de líquido amniótico exteriorizando-se pelo colo uterino ao exame especular, ou por testes complementares como o teste da nitrazina ou cristalização em folha de samambaia.

Quando a indução do parto é indicada na RPMO e qual o método preferencial?

A indução do parto é indicada na RPMO a termo para reduzir o risco de infecção materna e neonatal. Em casos de colo uterino favorável (alto Bishop score), a ocitocina venosa é o método preferencial para indução.

Qual a importância do rastreio de Streptococcus do grupo B na conduta da RPMO?

O rastreio de Streptococcus do grupo B (SGB) é crucial para identificar gestantes que necessitam de profilaxia antibiótica intraparto, prevenindo a sepse neonatal precoce. Em casos de RPMO com SGB negativo, a profilaxia antibiótica não é necessária, a menos que haja outros fatores de risco para infecção.

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