Grupo OPTY - Rede de Oftalmologia — Prova 2025
A conduta correta na avaliação de uma gestante com ruptura prematura de membranas em idade gestacional a termo (≥ 37 semanas) é:
RPM a termo (≥ 37 sem) → indução do parto imediata para ↓ risco de infecção.
Em gestantes com RPM a termo, a indução do parto imediata é a conduta recomendada para reduzir o risco de corioamnionite e outras infecções maternas e neonatais, superando os benefícios de uma conduta expectante.
A Ruptura Prematura de Membranas (RPM) é definida como a rotura das membranas ovulares antes do início do trabalho de parto. Quando ocorre a termo (≥ 37 semanas de idade gestacional), a principal preocupação é o risco crescente de infecção materno-fetal, como a corioamnionite e a sepse neonatal, que aumenta com o tempo de latência entre a rotura e o parto. É uma condição obstétrica comum, afetando cerca de 8-10% das gestações a termo. A conduta na RPM a termo difere da conduta na RPM pré-termo. Enquanto na pré-termo a conduta pode ser expectante com corticosteroides e antibióticos para prolongar a gestação, na gestação a termo, o benefício de prolongar a gravidez é superado pelo risco de infecção. A indução do parto imediata é a estratégia mais segura e recomendada para reduzir as taxas de morbidade infecciosa materna e neonatal. A indução do parto pode ser realizada com ocitocina, se o colo uterino for favorável, ou com agentes para maturação cervical, como o misoprostol, se o colo for desfavorável. A escolha do método dependerá da avaliação clínica e das condições cervicais. A monitorização fetal contínua é essencial. A profilaxia antibiótica para Estreptococo do Grupo B (GBS) deve ser administrada se a gestante for GBS positiva ou tiver status desconhecido e fatores de risco.
O principal risco da conduta expectante na RPM a termo é o aumento da incidência de infecção intra-amniótica (corioamnionite) e sepse neonatal, devido à exposição prolongada do feto e do útero ao ambiente vaginal.
Para induzir o parto na RPM a termo, podem ser utilizados métodos farmacológicos como o misoprostol (prostaglandina E1) para maturação cervical, seguido ou não de ocitocina, ou ocitocina isolada, dependendo das condições do colo uterino.
A profilaxia antibiótica de rotina não é recomendada na RPM a termo se a indução do parto for imediata. Ela é considerada em casos de colonização por Estreptococo do Grupo B (GBS) ou se houver um período de latência prolongado antes do parto.
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