UFRGS/HCPA - Hospital de Clínicas de Porto Alegre (RS) — Prova 2022
Assinale a assertiva correta sobre ruptura prematura de membranas (RUPREME) em gestantes atendidas em hospital terciário.
RUPREME + infecção intrauterina (corioamnionite) = interrupção da gestação, independente da IG.
A presença de infecção intrauterina (corioamnionite) em casos de Ruptura Prematura de Membranas (RUPREME) é uma indicação absoluta para a interrupção da gestação, independentemente da idade gestacional. O manejo conservador é contraindicado devido aos riscos maternos e fetais de sepse.
A Ruptura Prematura de Membranas (RUPREME) é uma complicação obstétrica comum, definida como a rotura das membranas amnióticas antes do início do trabalho de parto. O manejo da RUPREME depende crucialmente da idade gestacional e da presença de infecção intrauterina, sendo um desafio para a equipe médica equilibrar o prolongamento da gestação para a maturação fetal com os riscos de infecção. A infecção intrauterina, ou corioamnionite, é a complicação mais grave da RUPREME e uma indicação absoluta para a interrupção da gestação, independentemente da idade gestacional. A corioamnionite pode levar a sepse materna e fetal, com alta morbimortalidade. Os sinais incluem febre materna, taquicardia, dor uterina e, em alguns casos, líquido amniótico purulento. O diagnóstico e a conduta rápida são essenciais. Em casos de RUPREME pré-termo sem infecção, o manejo é geralmente conservador, visando prolongar a gestação para permitir a maturação pulmonar fetal (com corticoides) e oferecer neuroproteção (com sulfato de magnésio, se < 32 semanas). A antibioticoterapia profilática é utilizada para prevenir infecções. A tocólise é controversa e geralmente não recomendada devido ao risco de mascarar infecção e prolongar a latência em um ambiente de risco.
Sinais incluem febre materna, taquicardia materna e/ou fetal, dor uterina, líquido amniótico purulento e leucocitose materna.
Em RUPREME pré-termo sem infecção, a conduta é conservadora, com internação, antibioticoterapia profilática, corticoide para maturação pulmonar e, se indicado, sulfato de magnésio para neuroproteção.
A tocólise (uso de nifedipina, por exemplo) é geralmente contraindicada na RUPREME, especialmente se houver sinais de infecção ou trabalho de parto avançado, pois pode mascarar a corioamnionite e prolongar a exposição fetal.
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