Multivix - Faculdade Multivix Vitória (ES) — Prova 2025
Uma gestante de 36 anos, G3P2, com 39 semanas de gestação, apresenta ruptura prematura de membranas (RPM) há 14 horas. Durante a admissão, não há sinais de infecção, e o bem-estar fetal é confirmado por cardiotocografia. A gestante apresenta contrações irregulares, referindo dor moderada e manifesta preocupação com a progressão do trabalho de parto. Qual a melhor conduta para este caso?
RPM a termo > 12-18h, sem infecção → Indução ativa do parto para ↓ risco de infecção.
Em gestantes a termo com ruptura prematura de membranas (RPM) por mais de 12-18 horas e sem sinais de infecção, a conduta ativa com indução do trabalho de parto é preferível à conduta expectante. Isso visa reduzir o risco de corioamnionite e outras complicações maternas e neonatais, respeitando a autonomia da gestante.
A ruptura prematura de membranas (RPM) a termo, definida como a ruptura das membranas amnióticas antes do início do trabalho de parto em gestações de 37 semanas ou mais, é uma condição comum que afeta aproximadamente 8-10% das gestações. O manejo adequado é crucial para otimizar os resultados maternos e neonatais, minimizando os riscos associados, principalmente a infecção. Historicamente, a conduta expectante era mais comum, mas evidências atuais demonstram que a indução do trabalho de parto é a abordagem mais segura e eficaz para a maioria das gestantes a termo com RPM. A principal preocupação com a conduta expectante é o aumento do risco de corioamnionite (infecção intra-amniótica) e outras infecções maternas e neonatais, que cresce significativamente após 12-18 horas de RPM. A indução do trabalho de parto com ocitocina, após avaliação cervical, visa acelerar o parto e reduzir esse período de latência. É fundamental monitorar continuamente o bem-estar fetal e a presença de sinais de infecção materna (febre, taquicardia, dor uterina, secreção fétida). A decisão de induzir o parto deve ser discutida com a gestante, respeitando sua autonomia e preferências, mas sempre com base nas melhores evidências clínicas para garantir a segurança de ambos. A hospitalização para monitoramento e início da conduta ativa é a recomendação padrão para otimizar os desfechos.
Os principais riscos incluem a infecção intra-amniótica (corioamnionite), que pode levar a sepse materna e neonatal, e o prolapso de cordão umbilical. Quanto maior o tempo entre a RPM e o parto, maior o risco de infecção.
A indução do trabalho de parto em RPM a termo é preferível para reduzir o tempo de latência e, consequentemente, diminuir o risco de infecção materna (corioamnionite) e neonatal. Estudos mostram que a indução ativa leva a menores taxas de infecção sem aumentar as taxas de cesariana.
Os sinais de infecção (corioamnionite) incluem febre materna (>38°C), taquicardia materna, taquicardia fetal, dor uterina à palpação e secreção vaginal purulenta ou fétida. O monitoramento contínuo é essencial para identificar esses sinais precocemente.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo