UFSC/HU - Hospital Universitário Prof. Polydoro Ernani de São Thiago (SC) — Prova 2022
Uma gestante de 31 semanas comparece à emergência referindo perda líquida via vaginal. Ao exame especular o colo está normal e verifica-se apenas pequena quantidade de líquido em fundo de saco vaginal, com aspecto fisiológico. Assinale a alternativa que contém o exame complementar, com seu resultado, que pode colaborar para o diagnóstico de ruptura prematura de membranas.
RPM: pH vaginal alcalino (>6,5) no teste da nitrazina, cristalização (fern test) positiva, ou teste PAMG-1 positivo.
O diagnóstico de Ruptura Prematura de Membranas (RPM) é feito por exames complementares que identificam a presença de líquido amniótico na vagina. O teste da nitrazina, que detecta o pH alcalino do líquido amniótico, é um dos métodos mais utilizados e eficazes.
A Ruptura Prematura de Membranas (RPM) é a rotura das membranas amnióticas antes do início do trabalho de parto, sendo uma das principais causas de parto prematuro e morbimortalidade perinatal. O diagnóstico precoce é crucial para o manejo adequado e para minimizar os riscos de infecção materna e fetal, prolapso de cordão e hipoplasia pulmonar. O diagnóstico de RPM baseia-se na história clínica de perda líquida vaginal e em exames complementares. O exame especular pode revelar a saída de líquido amniótico pelo orifício cervical. Testes como o da nitrazina (pH alcalino), da cristalização (padrão de "folha de samambaia") e os testes imunocromatográficos (PAMG-1, IGFBP-1) confirmam a presença de líquido amniótico. A ultrassonografia pode mostrar oligodramnia, mas não é diagnóstica por si só. O manejo da RPM depende da idade gestacional, presença de infecção e bem-estar fetal. Em gestações pré-termo, pode-se optar por conduta expectante com antibioticoterapia profilática, corticoesteroides para maturação pulmonar e monitorização. Em gestações a termo ou com sinais de infecção, a indução do parto é geralmente indicada. O conhecimento desses testes e condutas é essencial para o residente em obstetrícia.
Os principais testes incluem o teste da nitrazina (avaliação do pH vaginal), o teste da cristalização (fern test) e testes imunocromatográficos para detecção de proteínas específicas do líquido amniótico, como a microglobulina alfa-1 placentária (PAMG-1) ou a proteína de ligação ao fator de crescimento semelhante à insulina (IGFBP-1).
O teste da nitrazina é útil porque o líquido amniótico tem um pH alcalino (7,0-7,5), que torna o papel de nitrazina azul. A secreção vaginal normal é ácida (4,5-6,0), mantendo o papel amarelo ou laranja. Um pH > 6,5 é sugestivo de RPM.
Condições que podem alcalinizar o pH vaginal e causar um falso positivo incluem a presença de sangue, sêmen, urina, infecções vaginais (como vaginose bacteriana) ou o uso recente de antissépticos vaginais.
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