HEVV - Hospital Evangélico de Vila Velha (ES) — Prova 2015
Em relação à ruptura prematura das membranas, podemos afirmar que:
RPM: toque vaginal deve ser evitado para reduzir risco de infecção, exceto em TP ou interrupção iminente.
Na ruptura prematura das membranas (RPM), o toque vaginal deve ser minimizado ou evitado, pois aumenta o risco de infecção intra-amniótica (corioamnionite). Ele é reservado para situações onde a interrupção da gestação é iminente ou o trabalho de parto já está estabelecido, visando avaliar a dilatação cervical.
A ruptura prematura das membranas (RPM) é definida como a rotura das membranas amnióticas antes do início do trabalho de parto. É uma complicação obstétrica comum, ocorrendo em cerca de 10% das gestações a termo e em 2-4% das gestações pré-termo. A principal preocupação na RPM é o risco de infecção intra-amniótica (corioamnionite) e o parto prematuro, que são as principais causas de morbimortalidade materna e perinatal. O diagnóstico da RPM é clínico, baseado na história de perda de líquido amniótico pela vagina, e confirmado por exame especular que revela a saída de líquido pelo colo uterino ou testes complementares como o teste de nitrazina ou teste de cristalização (fern test). A fisiopatologia da RPM envolve fatores como infecções cervicovaginais, polidramnio, gestação múltipla e deficiências nutricionais. O manejo depende da idade gestacional, presença de infecção e bem-estar fetal. A conduta na RPM visa equilibrar o risco de prematuridade com o risco de infecção. Em gestações pré-termo, busca-se prolongar o período de latência com vigilância, antibioticoterapia profilática e corticoterapia para maturação pulmonar fetal. Em gestações a termo, a conduta é geralmente a indução do trabalho de parto. É crucial evitar toques vaginais desnecessários para minimizar o risco de corioamnionite, sendo o exame especular a principal ferramenta diagnóstica inicial. Em casos de corioamnionite, a resolução da gravidez é imperativa.
O toque vaginal aumenta o risco de introdução de bactérias na cavidade uterina, elevando a chance de desenvolver corioamnionite e outras infecções maternas e fetais.
É justificado apenas quando há indicação de interrupção da gestação (por exemplo, em gestação a termo ou em caso de corioamnionite) ou quando a paciente já está em trabalho de parto ativo para avaliar a progressão.
O período de latência é o tempo entre a ruptura das membranas e o início espontâneo do trabalho de parto ou o desenvolvimento de corioamnionite.
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