Conduta na Ruptura Prematura de Membranas Pré-Termo

HPEV - Hospital Professor Edmundo Vasconcelos (SP) — Prova 2020

Enunciado

Jovem, 14 anos de idade, primigesta, idade gestacional de 33 semanas, chegou ao pronto-socorro com queixa de perda líquida há 2 horas e contrações. Ao exame: frequência cardíaca = 80 batimentos/minutos; temperatura axilar = 36ºC; altura uterina = 31cm. Dinâmica uterina = 2 contrações de 20 segundos a cada 10 minutos; batimentos cardíacos fetais = 146 batimentos/minuto. Especular: líquido claro coletado em fundo de saco posterior. Toque vaginal: não realizado. Quais são os exames que devem ser solicitados para esta jovem mãe?

Alternativas

  1. A) Urina I (sedimento urinário, tipagem sanguínea e Coombs indireto).
  2. B) Tipagem sanguínea, hemograma e ultrassonografia obstétrica.
  3. C) Urina I (sedimento urinário, hemograma e radiografia de tórax).
  4. D) Urina I (sedimento, hemograma, PCR e ultrassonografia obstétrica).

Pérola Clínica

RPMO < 34 sem → Avaliar infecção (Hemograma/PCR/Urina) + Vitalidade + Corticoterapia.

Resumo-Chave

Na ruptura prematura de membranas pré-termo, a exclusão de corioamnionite clínica e subclínica é prioritária para definir entre conduta expectante ou interrupção.

Contexto Educacional

A Ruptura Prematura de Membranas Ovulares (RPMO) entre 24 e 34 semanas representa um desafio clínico. O objetivo é prolongar a gestação para reduzir complicações da prematuridade, desde que não haja sinais de infecção (corioamnionite) ou comprometimento fetal. O protocolo padrão inclui internação, repouso, monitorização de sinais vitais maternos (febre, taquicardia), avaliação de odor e cor do líquido, além de exames laboratoriais (Hemograma, PCR, Urina I e Cultura). A ultrassonografia complementa a avaliação da vitalidade e volume residual de líquido. A antibioticoterapia profilática é indicada para aumentar o período de latência e reduzir riscos infecciosos.

Perguntas Frequentes

Por que evitar o toque vaginal na RPMO?

O toque vaginal em pacientes com ruptura prematura de membranas ovulares (RPMO) está associado a um aumento do risco de infecção intramniótica (corioamnionite) e morbidade neonatal. O diagnóstico da ruptura deve ser clínico e especular. O toque deve ser reservado apenas para pacientes em trabalho de parto ativo onde a conduta de interrupção já foi decidida, visando minimizar a ascensão de patógenos da flora vaginal para a cavidade uterina.

Qual a importância do PCR e Hemograma na RPMO?

O hemograma e a Proteína C Reativa (PCR) são marcadores de fase aguda utilizados para o rastreio de corioamnionite subclínica. Embora não sejam específicos, a leucocitose com desvio à esquerda e a elevação seriada da PCR sugerem processo infeccioso em curso, o que contraindica a conduta expectante na RPMO pré-termo. Devem ser solicitados na admissão e repetidos periodicamente conforme o protocolo institucional.

Como a USG auxilia no manejo da ruptura de membranas?

A ultrassonografia obstétrica é fundamental para avaliar o índice de líquido amniótico (ILA), confirmar a apresentação fetal e realizar a biometria para estimativa de peso. Além disso, o perfil biofísico fetal (PBF) realizado via USG é uma ferramenta de vigilância do bem-estar fetal, ajudando a identificar sinais precoces de sofrimento ou infecção que indicariam a necessidade de parto imediato.

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