FAMERP/HB - Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto - Hospital de Base (SP) — Prova 2026
Secundigesta, 24 anos, parto anterior de termo por via vaginal, sem intercorrências. É atendida na emergência obstétrica, com gestação de 36 semanas e queixa de perda de líquido por via vaginal há 6 horas. Exame físico geral sem anormalidades. Exame obstétrico: batimentos cardíacos fetais de 140/minuto, 4 contrações uterinas em 10 minutos de observação, líquido amniótico transparente fluindo do colo uterino, dilatação cervical de 8 cm, apresentação cefálica no plano 0 de De Lee. Qual a conduta mais adequada para esta paciente?
Bolsa rota ≥ 34 semanas + Trabalho de parto avançado → Conduta é o parto (via vaginal preferencial).
Em gestações pré-termo tardias (34-36 semanas), o risco de infecção ovular supera os benefícios de postergar o parto. Com 8cm de dilatação, o parto é iminente e deve ser assistido.
A ruptura prematura de membranas (RPM) em gestações pré-termo tardias (34 a 36 semanas e 6 dias) exige uma avaliação cuidadosa do binômio mãe-feto. A literatura atual e protocolos como os da FEBRASGO recomendam a resolução da gestação, pois a manutenção da gravidez aumenta o risco de infecção sem ganhos significativos na maturidade fetal. No caso clínico apresentado, a paciente já se encontra em fase ativa avançada de trabalho de parto (8 cm de dilatação). Portanto, a conduta mais adequada é o acompanhamento do parto vaginal com monitorização da vitalidade fetal (ausculta intermitente), sem necessidade de intervenções para postergar o nascimento.
A corticoterapia antenatal é indicada geralmente entre 24 e 34 semanas de gestação para acelerar a maturidade pulmonar e reduzir hemorragia peri-intraventricular.
Sim, a profilaxia para GBS (Estreptococo do grupo B) deve ser iniciada se o status for desconhecido ou positivo, dado que o parto é iminente.
A tocólise é contraindicada na presença de bolsa rota acima de 34 semanas pelo risco aumentado de corioamnionite e ausência de benefício neonatal comprovado.
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