PUC Sorocaba - Pontifícia Universidade Católica de Sorocaba (SP) — Prova 2021
Gestante com idade gestacional de 32 semanas busca atendimento, porque percebeu eliminação de material líquido claro através da vagina. Ao exame especular não se constata esse achado. Assinale a afirmação CORRETA entre as alternativas abaixo de como deve ser a conduta neste caso:
Suspeita RPMO: USG com ILA normal não descarta, oligoâmnio não confirma. Diagnóstico é clínico/laboratorial.
A ultrassonografia obstétrica, embora útil para avaliar o volume de líquido amniótico, não é um método diagnóstico definitivo para ruptura prematura de membranas (RPMO). Um índice de líquido amniótico (ILA) normal não exclui a RPMO, e o oligoâmnio pode ter outras causas, não confirmando a ruptura. O diagnóstico é primariamente clínico e laboratorial.
A ruptura prematura de membranas ovulares (RPMO) é uma condição obstétrica comum, definida como a rotura das membranas amnióticas antes do início do trabalho de parto. É uma das principais causas de parto prematuro e está associada a riscos maternos e fetais significativos, como infecção intra-amniótica, prolapso de cordão umbilical, descolamento prematuro de placenta e hipoplasia pulmonar fetal. O diagnóstico precoce e a conduta adequada são cruciais para otimizar os desfechos. O diagnóstico de RPMO é primariamente clínico, baseado na história de perda de líquido vaginal e na visualização do líquido no exame especular. Testes complementares incluem a avaliação do pH vaginal (o líquido amniótico é alcalino, >6,5) e o teste de cristalização (padrão de "folha de samambaia" ao secar em lâmina). O toque vaginal deve ser evitado, a menos que haja trabalho de parto ativo, devido ao risco de infecção. A ultrassonografia obstétrica é útil para avaliar a vitalidade fetal, a apresentação e, principalmente, o volume de líquido amniótico. No entanto, um índice de líquido amniótico (ILA) normal não exclui a RPMO, e o oligoâmnio, embora sugestivo, pode ter outras causas e não é confirmatório. Portanto, a USG é um adjuvante, mas não o método definitivo para o diagnóstico de RPMO. A conduta subsequente dependerá da idade gestacional, presença de infecção e bem-estar fetal.
Os principais métodos incluem a anamnese (relato de perda de líquido), exame especular (visualização direta do líquido no orifício cervical), teste de pH vaginal (alcalinização do pH) e teste de cristalização (padrão de "folha de samambaia").
O toque vaginal deve ser evitado na suspeita de RPMO, especialmente se não houver trabalho de parto ativo, pois aumenta o risco de infecção intra-amniótica e corioamnionite, complicando o quadro materno e fetal.
A ultrassonografia pode ser útil para avaliar o volume de líquido amniótico (ILA), mas não é um método diagnóstico definitivo. Um ILA normal não exclui RPMO, e o oligoâmnio pode ter outras causas, não confirmando a ruptura.
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