RPMO Pré-termo: Manejo e Idade Gestacional para Interrupção

HOS/BOS - Hospital Oftalmológico de Sorocaba - Banco de Olhos (SP) — Prova 2021

Enunciado

J.R.S., 22 anos, G II. PI 1C A0. IG (USG precoce): 33 semanas e 5 dias, internada na maternidade por RPMO (ruptura prematura de membranas amnióticas) em 26.09.2020. EF: TV: colo impérvio, G, posterior, BCF: 140 bpm, DU ausente. A respeito do caso, assinale a alternativa correta.

Alternativas

  1. A) Não há necessidade de se fazer corticoide, pois IG > 33 semanas.
  2. B) A pesquisa de estreptococo grupo B por swab anal e vaginal não se faz necessária por paciente não estar com IG entre 35-37 semanas.
  3. C) Se paciente optar por via baixa (parto vaginal, utiliza-se método mecânico de dilatação do colo uterino (balão de Krause, por haver cesárea anterior.
  4. D) Nesse caso, aguarda-se IG 34 semanas para interrupção da gestação.
  5. E) Se pela ultrassonografia evidenciar anidramnia, interrompe-se a gestação imediatamente.

Pérola Clínica

RPMO entre 32-34 semanas sem infecção ou sofrimento fetal → conduta expectante até 34 semanas.

Resumo-Chave

Em casos de RPMO pré-termo tardio (32-34 semanas), a conduta expectante é preferível, visando a maturação pulmonar e redução de morbidades neonatais, desde que não haja sinais de infecção, sofrimento fetal ou outras complicações que exijam interrupção imediata.

Contexto Educacional

A Ruptura Prematura de Membranas Ovulares (RPMO) é uma condição obstétrica comum, definida como a rotura das membranas amnióticas antes do início do trabalho de parto. Sua ocorrência em gestações pré-termo (antes de 37 semanas) é um desafio clínico significativo, associada a morbimortalidade materna e neonatal, incluindo prematuridade, infecção e compressão de cordão. O manejo adequado é crucial para otimizar os resultados. O diagnóstico de RPMO é clínico, com a visualização de líquido amniótico no exame especular. A idade gestacional é o principal fator a guiar a conduta. Em gestações entre 32 e 34 semanas, a conduta expectante é a preferida, visando a maturação pulmonar e a redução de complicações da prematuridade, desde que não haja sinais de corioamnionite, sofrimento fetal ou outras indicações de interrupção imediata. A profilaxia para Estreptococo do Grupo B (EGB) é indicada se a gestação estiver entre 35-37 semanas ou se o status for desconhecido e o parto for iminente. O tratamento inclui antibioticoterapia para prolongar a latência e reduzir infecções, e corticosteroides para maturação pulmonar em gestações entre 24 e 33 semanas e 6 dias. A interrupção da gestação é indicada em caso de infecção (corioamnionite), sofrimento fetal, descolamento de placenta ou anidramnia grave. A via de parto é individualizada, mas a cesárea anterior não contraindica o parto vaginal, embora métodos mecânicos devam ser usados com cautela.

Perguntas Frequentes

Qual a conduta inicial na RPMO pré-termo?

A conduta inicial na RPMO pré-termo depende da idade gestacional. Em gestações entre 32 e 34 semanas, sem sinais de infecção ou sofrimento fetal, a conduta expectante é geralmente adotada.

Quando é indicado o uso de corticoide na RPMO?

Os corticosteroides para maturação pulmonar são indicados na RPMO em gestações entre 24 e 33 semanas e 6 dias. Em algumas situações, podem ser considerados até 34 semanas.

Qual a importância da anidramnia na RPMO?

A anidramnia na RPMO é um sinal de alerta e pode indicar a necessidade de interrupção da gestação, devido ao risco aumentado de compressão de cordão e infecção.

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