RPMO Pré-termo: Conduta e Manejo na 32ª Semana

Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2026

Enunciado

Primigesta, na 32ª semana de gestação, com diabetes gestacional controlada com dieta e exercício físico, refere perda de líquido amniótico confirmado no Pronto Atendimento. Dinâmica uterina ausente. Boa vitalidade fetal no momento, com peso fetal estimado de 2 kg. A conduta mais adequada, dentre as abaixo, é:

Alternativas

  1. A) Indicação imediata de parto cesárea.
  2. B) Observação materno-fetal, corticoterapia e antibioticoprofilaxia.
  3. C) Antibioticoprofilaxia seguida de parto cesárea.
  4. D) Indução de trabalho de parto com misoprostol.
  5. E) Corticoterapia por 48 horas seguida de parto cesárea.

Pérola Clínica

RPMO entre 24-34 sem + vitalidade preservada → Conduta conservadora (Corticoide + ATB + Vigilância).

Resumo-Chave

Em gestações pré-termo (24-34 semanas) com ruptura de membranas e sem sinais de infecção ou sofrimento fetal, a conduta é expectante para reduzir morbidade neonatal via maturação pulmonar e profilaxia infecciosa.

Contexto Educacional

A Ruptura Prematura de Membranas Ovulares (RPMO) pré-termo ocorre antes das 37 semanas de gestação. O manejo clínico exige um equilíbrio entre o risco de infecção intra-amniótica e as complicações da prematuridade extrema. Entre 24 e 34 semanas, a evidência científica sustenta a conduta conservadora sob vigilância rigorosa, visando o benefício máximo da corticoterapia antenatal. O controle do diabetes gestacional, embora relevante, não altera a conduta primária da RPMO neste cenário, desde que a vitalidade fetal esteja preservada. A antibioticoprofilaxia de latência (geralmente com Ampicilina e Azitromicina) é o padrão para aumentar o tempo de permanência in utero e melhorar o desfecho neonatal.

Perguntas Frequentes

Quando interromper a gestação na RPMO pré-termo?

A interrupção está indicada se houver sinais de corioamnionite (febre, taquicardia materna/fetal, dor uterina, líquido fétido), descolamento prematuro de placenta, sofrimento fetal agudo ou ao atingir 34 semanas (em alguns protocolos até 37 semanas).

Qual o objetivo da antibioticoprofilaxia de latência?

O uso de antibióticos visa prolongar o período de latência entre a ruptura e o parto, além de reduzir o risco de infecções neonatais e maternas, como a corioamnionite e a sepse neonatal precoce.

Por que realizar corticoterapia antenatal?

A corticoterapia (Betametasona ou Dexametasona) é fundamental para acelerar a maturação pulmonar fetal, reduzindo a incidência de síndrome do desconforto respiratório, hemorragia intraventricular e enterocolite necrotizante.

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