Manejo da Amniorrexe e Profilaxia GBS na 35ª Semana

INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2017

Enunciado

Secundigesta com 27 anos de idade, na 35a semana de gestação, comparece à Unidade de Pronto Atendimento com queixas de dor em baixo ventre e perda de líquido pela vagina. O exame físico evidencia: batimento cardíaco fetal de 145 bpm; dinâmica uterina de três contrações de 35 segundos em 10 minutos; amniorrexe confirmada pelo exame especular. Ao toque, observa-se colo esvaecido e dilatado para 4 cm. Nesse caso, a conduta médica adequada é:

Alternativas

  1. A) Realizar tocólise e profilaxia antimicrobiana para Streptococcus beta hemolítico por 48 horas.
  2. B) Colher cultura para Streptococcus beta hemolítico e aguardar resultado para instituir profilaxia.
  3. C) Colher cultura para Streptococcus beta hemolítico e realizar profilaxia antimicrobiana por 48 horas.
  4. D) Realizar a profilaxia antimicrobiana para Streptococcus beta hemolítico até o nascimento da criança.

Pérola Clínica

Gestação ≥ 34-35 sem + Trabalho de parto/Amniorrexe → Profilaxia GBS até o parto; Tocólise é contraindicada.

Resumo-Chave

Em gestações acima de 34 semanas com amniorrexe e trabalho de parto ativo, a conduta é permitir o parto. A profilaxia para GBS é mandatória se o status for desconhecido para evitar sepse neonatal.

Contexto Educacional

O manejo da ruptura prematura de membranas (RPM) pré-termo varia conforme a idade gestacional. Entre 24 e 34 semanas, a conduta costuma ser conservadora com corticoterapia e antibioticoterapia de latência. Após as 34 semanas, a conduta ativa (parto) é preferível para reduzir o risco de infecção ovular. A prevenção da transmissão vertical do Streptococcus agalactiae é um pilar fundamental da assistência ao parto. Em pacientes com 35 semanas em trabalho de parto e status de GBS desconhecido, a profilaxia intraparto deve ser iniciada imediatamente e mantida até o clampeamento do cordão ou nascimento, visando reduzir drasticamente a incidência de pneumonia e meningite neonatal precoce.

Perguntas Frequentes

Quando indicar profilaxia para GBS na ruptura de membranas?

A profilaxia para Streptococcus do grupo B (GBS) é indicada em gestantes com cultura positiva nas últimas 5 semanas, histórico de RN anterior com sepse por GBS, bacteriúria por GBS na gestação atual ou quando o status é desconhecido em partos pré-termo (<37 semanas), ruptura de membranas >18 horas ou febre intraparto.

Por que não realizar tocólise com 35 semanas?

A partir de 34 semanas de gestação, os riscos associados aos fármacos tocolíticos e à manutenção da gestação (como corioamnionite) superam os benefícios da redução da prematuridade, já que o prognóstico neonatal é excelente nessa idade gestacional.

Qual o antibiótico de escolha para profilaxia de GBS?

A Penicilina G Cristalina é o padrão-ouro, administrada em dose de ataque de 5 milhões de UI seguida de 2,5 milhões de UI a cada 4 horas até o nascimento. A Ampicilina é uma alternativa comum.

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