HPEV - Hospital Professor Edmundo Vasconcelos (SP) — Prova 2020
Jovem, 14 anos de idade, primigesta, idade gestacional de 33 semanas, chegou ao pronto-socorro com queixa de perda líquida há 2 horas e contrações. Ao exame: frequência cardíaca = 80 batimentos/minutos; temperatura axilar = 36ºC; altura uterina = 31cm. Dinâmica uterina = 2 contrações de 20 segundos a cada 10 minutos; batimentos cardíacos fetais = 146 batimentos/minuto. Especular: líquido claro coletado em fundo de saco posterior. Toque vaginal: não realizado. Quais são os diagnósticos neste caso?
Líquido em fundo de saco + <37 semanas = RPMO pré-termo; o diagnóstico é clínico e o toque vaginal deve ser evitado.
O diagnóstico de RPMO é clínico (história + exame especular). A idade de 14 anos define gestação na adolescência, um fator de risco para prematuridade e complicações perinatais.
A Ruptura Prematura de Membranas Ovulares (RPMO) é definida como a ruptura das membranas antes do início do trabalho de parto. Quando ocorre antes de 37 semanas, é denominada RPMO pré-termo, como no caso da paciente de 33 semanas. O diagnóstico é essencialmente clínico; o exame especular é o padrão-ouro para visualização direta do líquido amniótico. O toque vaginal deve ser evitado para minimizar o risco de infecção ascendente. A idade materna de 14 anos caracteriza a gravidez na adolescência, que epidemiologicamente apresenta maior incidência de complicações como a ruptura prematura e o trabalho de parto prematuro. A ausência de febre e a frequência cardíaca materna/fetal normais afastam o diagnóstico de corioamnionite clínica, tornando a alternativa D a correta ao identificar a idade precoce e a ruptura de membranas.
O diagnóstico é primariamente clínico, baseado na história de perda de líquido vaginal e confirmado pelo exame especular, onde se observa a saída de líquido pelo orifício externo do colo ou acúmulo no fundo de saco posterior. Testes complementares como o de nitrazina ou cristalização podem ser usados em casos duvidosos.
A gestação na adolescência (idade materna precoce) é considerada uma gestação de alto risco devido à imaturidade biológica e fatores socioeconômicos, estando associada a maiores taxas de prematuridade, baixo peso ao nascer e pré-eclâmpsia.
Os principais sinais são febre materna (>37,8°C), taquicardia materna, taquicardia fetal, sensibilidade uterina e líquido amniótico fétido ou purulento. No caso clínico apresentado, a paciente estava afebril e com frequências cardíacas normais, descartando corioamnionite no momento.
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