SES-RJ - Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro — Prova 2025
Qual é a principal causa de parto pré-termo?
RUPREME = principal causa de parto pré-termo.
A ruptura prematura de membranas (RUPREME) é a causa mais comum de parto pré-termo, sendo responsável por aproximadamente um terço dos casos. Sua ocorrência aumenta o risco de infecção intra-amniótica e outras complicações, exigindo manejo cuidadoso.
O parto pré-termo, definido como o nascimento antes de 37 semanas completas de gestação, é a principal causa de morbimortalidade neonatal. Compreender suas causas é fundamental para a prevenção e manejo adequado. A ruptura prematura de membranas (RUPREME) é a etiologia mais comum, respondendo por cerca de 30% dos casos de parto pré-termo espontâneo. A fisiopatologia da RUPREME envolve um desequilíbrio entre a força e a integridade das membranas amnióticas e fatores que aumentam a pressão intrauterina ou enfraquecem as membranas, como infecções ascendentes, inflamação, sangramento e estresse oxidativo. O diagnóstico é essencialmente clínico, com a visualização do extravasamento de líquido amniótico, e pode ser confirmado por testes bioquímicos ou ultrassonografia para avaliar o volume de líquido amniótico. O manejo da RUPREME depende da idade gestacional, presença de infecção e bem-estar fetal. Inclui antibioticoterapia para profilaxia de infecção, corticoesteroides para maturação pulmonar fetal e, em alguns casos, tocolíticos para prolongar a gestação. O objetivo é otimizar o tempo de gestação com segurança, minimizando os riscos maternos e fetais, especialmente a sepse neonatal e as complicações da prematuridade extrema.
Além da RUPREME, outros fatores incluem infecções (urinárias, vaginais), gravidez múltipla, histórico de parto pré-termo, malformações uterinas, colo uterino curto e condições maternas crônicas como hipertensão e diabetes.
O diagnóstico é clínico, com visualização de líquido amniótico fluindo pelo orifício cervical. Testes complementares como o teste da nitrazina, fern test ou detecção de proteínas específicas (ex: IGFBP-1, PAMG-1) podem confirmar a presença de líquido amniótico.
Para a mãe, o principal risco é a corioamnionite e a sepse materna. Para o feto, os riscos incluem prematuridade, sepse neonatal, hipoplasia pulmonar (em RUPREME precoce) e deformidades ortopédicas devido à oligoidrâmnio.
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