HSL/Sírio - Hospital Sírio-Libanês (DF) — Prova 2025
O padrão de supra de ST nas derivações anteriores (V2-V4), associada ao sopro sistólico, indica a necessidade de investigar possível ruptura de músculo papilar como complicação precoce do IAM.
Ruptura de músculo papilar → IAM INFERIOR (irrigado pela coronária direita) + sopro sistólico + insuficiência mitral aguda. IAM anterior (V2-V4) NÃO.
A ruptura de músculo papilar é uma complicação mecânica grave do Infarto Agudo do Miocárdio (IAM) que geralmente ocorre em IAM de parede inferior, devido à irrigação do músculo papilar posterior pela artéria coronária direita. Um IAM anterior (supra de ST em V2-V4) está mais associado a outras complicações, como ruptura de septo interventricular ou parede livre, e não tipicamente à ruptura de músculo papilar.
A ruptura de músculo papilar é uma das complicações mecânicas mais graves e precoces do Infarto Agudo do Miocárdio (IAM), caracterizada por insuficiência mitral aguda severa e choque cardiogênico. Embora rara, sua ocorrência está associada a uma alta mortalidade se não for rapidamente diagnosticada e tratada. É crucial que residentes e profissionais de saúde reconheçam os sinais e a fisiopatologia dessa condição. Fisiopatologicamente, a ruptura de músculo papilar ocorre devido à isquemia e necrose do tecido miocárdico que sustenta as válvulas mitrais. É classicamente associada ao IAM de parede inferior, pois o músculo papilar posteromedial, que é o mais frequentemente afetado, possui um suprimento sanguíneo único e terminal, geralmente pela artéria coronária direita. Um IAM anterior, que afeta as derivações V2-V4, geralmente compromete o septo interventricular ou a parede livre do ventrículo esquerdo, levando a outras complicações como ruptura de septo ou parede livre, e não tipicamente à ruptura de músculo papilar. O diagnóstico é suspeitado pelo surgimento súbito de um sopro sistólico novo e intenso (geralmente holossistólico) no foco mitral, acompanhado de deterioração hemodinâmica rápida. O ecocardiograma transtorácico ou transesofágico é o método diagnóstico de escolha, visualizando a ruptura e avaliando a gravidade da insuficiência mitral. O tratamento é uma emergência cirúrgica, envolvendo reparo ou substituição da valva mitral, além de suporte hemodinâmico. O reconhecimento precoce é vital para a sobrevida do paciente.
A ruptura de músculo papilar é mais comumente associada ao infarto agudo do miocárdio de parede inferior, pois o músculo papilar posteromedial, que é mais frequentemente rompido, é irrigado pela artéria coronária direita.
Os sinais incluem o surgimento súbito de um sopro sistólico novo e intenso (geralmente holossistólico) no foco mitral, acompanhado de sinais de insuficiência cardíaca aguda e choque cardiogênico, devido à insuficiência mitral grave.
O diagnóstico é feito por ecocardiograma, que visualiza a ruptura e a insuficiência mitral grave. É uma emergência médica com alta mortalidade, exigindo intervenção cirúrgica imediata para reparo ou troca valvar.
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