Ruptura do Manguito Rotador: Diagnóstico Clínico e Testes

SMS São José dos Pinhais - Secretaria Municipal de Saúde (PR) — Prova 2015

Enunciado

Paciente de 44 anos, masculino, trabalhador da construção civil, comparece em consulta na Unidade de Saúde com quadro de dor em ombro direito há mais de 01 ano com piora nos últimos meses associada à perda de força, após intensificação de carga de trabalho. Nega trauma no local da dor. Ao exame físico, apresenta região subacromial dolorosa, dor no teste de Apley, amplitude preservada à mobilização passiva, notável redução de força e dor nas manobras de avaliação de síndrome do impacto (Neer e Hawkins). De acordo com a sintomatologia do paciente e o exame físico, o médico suspeita de:

Alternativas

  1. A) Ruptura de estruturas do manguito rotador.
  2. B) Tendinopatia do manguito rotador.
  3. C) Osteoartrite da articulação glenoumeral. 
  4. D) Tendinite da cabeça longa do bíceps.
  5. E) Ruptura de tendões do bíceps.

Pérola Clínica

Dor em ombro + perda de força + Neer/Hawkins positivos + Apley positivo → Ruptura manguito rotador.

Resumo-Chave

A ruptura do manguito rotador é uma causa comum de dor e perda de força no ombro, especialmente em trabalhadores braçais. A dor subacromial, associada a testes de impacto positivos (Neer e Hawkins) e, crucialmente, a uma notável redução de força ativa com amplitude passiva preservada, sugere fortemente a descontinuidade tendínea, diferenciando-a de uma tendinopatia simples.

Contexto Educacional

A dor no ombro é uma queixa comum na prática clínica, e a síndrome do impacto do ombro, que inclui a tendinopatia e a ruptura do manguito rotador, é uma das causas mais frequentes. O manguito rotador é composto pelos tendões dos músculos supraespinhal, infraespinhal, redondo menor e subescapular, essenciais para a estabilidade e movimentação do ombro. A compreensão da anatomia e da biomecânica é crucial para o diagnóstico preciso. No caso apresentado, o paciente, um trabalhador da construção civil, apresenta dor crônica no ombro com piora e perda de força, sem trauma agudo. O exame físico revela dor subacromial, testes de impacto (Neer e Hawkins) positivos, e uma notável redução de força ativa, com amplitude de movimento passiva preservada. Essa combinação de achados é altamente sugestiva de ruptura do manguito rotador. A tendinopatia causaria dor, mas a perda de força seria menos acentuada, enquanto a osteoartrite glenoumeral geralmente restringe a amplitude de movimento tanto ativa quanto passiva. O diagnóstico da ruptura do manguito rotador é primariamente clínico, complementado por exames de imagem como ultrassonografia ou ressonância magnética para confirmar a extensão da lesão. O tratamento pode variar de conservador (fisioterapia, analgésicos) a cirúrgico, dependendo do tamanho da ruptura, idade do paciente, nível de atividade e resposta ao tratamento inicial. Para residentes, é fundamental dominar o exame físico do ombro e a interpretação dos testes específicos para diferenciar as diversas patologias que afetam essa articulação.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais testes para avaliar a síndrome do impacto e a ruptura do manguito rotador?

Os principais testes para a síndrome do impacto incluem Neer e Hawkins, que provocam dor ao comprimir os tendões do manguito rotador. Para ruptura, testes como Jobe (supraespinhal), Patte (infraespinhal) e Gerber (subescapular) avaliam a força e a integridade dos tendões específicos.

Como diferenciar uma tendinopatia de uma ruptura do manguito rotador no exame físico?

A principal diferença reside na força. Na tendinopatia, o paciente sente dor, mas geralmente consegue realizar os movimentos contra resistência, embora com dor. Na ruptura, há uma perda significativa de força, incapacidade de manter a elevação ou rotação externa contra resistência, mesmo que a amplitude de movimento passiva esteja preservada.

Qual a importância da história clínica na suspeita de ruptura do manguito rotador?

A história clínica é fundamental. Pacientes com ruptura frequentemente relatam dor crônica no ombro, piora com atividades acima da cabeça, e perda progressiva de força, especialmente em atividades que exigem elevação ou rotação. A ausência de trauma agudo não exclui a ruptura, que pode ser degenerativa.

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