HIAE/Einstein - Hospital Israelita Albert Einstein (SP) — Prova 2020
Uma mulher de 30 anos, passageira do banco da frente, foi vítima de colisão frontal de carro. Estava usando cinto de segurança. Chega ao pronto-socorro em condições de estabilidade ventilatória e circulatória, com Glasgow 15. O FAST (focused assessment with sonography for trauma) é negativo. Tem pequena fratura do ramo isquiático direito e discreta disjunção da sínfise púbica, vistas na radiografia de pelve. Ao urinar espontaneamente, foi observada hematúria macroscópica. A cistografia mostrou ruptura extraperitoneal da bexiga, sem envolvimento do trígono vesical. Não se diagnosticou nenhuma outra lesão. Tratamento, em condições ideais:
Ruptura extraperitoneal de bexiga sem trígono → tratamento conservador com sondagem vesical.
A ruptura extraperitoneal da bexiga, especialmente quando não envolve o trígono, é geralmente tratada de forma conservadora. A sondagem vesical permite a drenagem contínua da urina, facilitando a cicatrização da lesão e prevenindo a formação de urinoma.
A ruptura da bexiga é uma complicação comum de traumas pélvicos, especialmente em colisões frontais com uso de cinto de segurança, que podem causar compressão da bexiga cheia contra a sínfise púbica. É crucial diferenciar entre rupturas intraperitoneais e extraperitoneais, pois o manejo difere significativamente. A epidemiologia mostra que a maioria das rupturas vesicais (80-90%) é extraperitoneal. A fisiopatologia da ruptura extraperitoneal está frequentemente ligada a fraturas pélvicas, onde fragmentos ósseos ou forças de cisalhamento lesionam a bexiga. O diagnóstico é confirmado pela cistografia, que mostra o extravasamento de contraste. A hematúria macroscópica é um sinal cardinal, presente em quase todos os casos, e deve levantar a suspeita. O tratamento da ruptura extraperitoneal sem envolvimento do trígono é conservador, com sondagem vesical por 10 a 14 dias, permitindo a cicatrização espontânea. O reparo cirúrgico é reservado para rupturas intraperitoneais, lesões do colo vesical ou trígono, ou quando há necessidade de cirurgia para outras lesões pélvicas.
A ruptura extraperitoneal ocorre fora da cavidade peritoneal, geralmente associada a fraturas pélvicas, e é tratada conservadoramente. A intraperitoneal, na cúpula, exige cirurgia devido ao risco de peritonite.
A sondagem vesical permite o desvio da urina, reduzindo a pressão intravesical e permitindo a cicatrização espontânea da lesão na bexiga, prevenindo extravasamento urinário.
A cistografia retrógrada é o padrão-ouro para diagnosticar rupturas vesicais, demonstrando o extravasamento de contraste para o espaço perivesical (extraperitoneal) ou cavidade peritoneal (intraperitoneal).
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