Ruptura Esplênica Pediátrica: Diagnóstico no Trauma Abdominal

HSJ - Hospital São José (PR) — Prova 2020

Enunciado

Escolar de 7 anos, sexo masculino, sofreu acidente enquanto andava de bicicleta. Ao ser atendido na via pública, relatava dor no ombro esquerdo e estava alerta. Na admissão no setor de emergência, já apresentava quadro clínico de choque. A etiologia mais provável é a ruptura de:

Alternativas

  1. A) pâncreas
  2. B) fígado
  3. C) baço
  4. D) aorta descendente
  5. E) diafragma esquerdo

Pérola Clínica

Trauma abdominal + dor ombro esquerdo (Kehr) + choque em criança → Ruptura esplênica.

Resumo-Chave

Em trauma abdominal contuso em crianças, a ruptura esplênica é uma causa comum de choque hipovolêmico, especialmente quando há dor referida no ombro esquerdo (sinal de Kehr), indicando irritação diafragmática pelo sangue. O baço é o órgão sólido mais frequentemente lesado em traumas abdominais pediátricos.

Contexto Educacional

O trauma abdominal é uma causa significativa de morbimortalidade em crianças, e o baço é o órgão sólido mais frequentemente lesado em traumas contusos. A ruptura esplênica pode levar a hemorragia interna maciça e choque hipovolêmico, uma condição de emergência que exige reconhecimento e manejo rápidos. A fisiologia pediátrica difere da adulta, com crianças sendo capazes de compensar a perda volêmica por mais tempo antes de descompensar abruptamente. O quadro clínico de uma criança com ruptura esplênica pode incluir dor abdominal, dor referida no ombro esquerdo (sinal de Kehr), defesa abdominal e sinais de choque hipovolêmico, como taquicardia, tempo de enchimento capilar prolongado e hipotensão (um sinal tardio e grave). A história de trauma, como queda de bicicleta, é fundamental. O diagnóstico é feito pela suspeita clínica e confirmado por exames de imagem. O FAST (Focused Assessment with Sonography for Trauma) é uma ferramenta rápida na emergência para detectar líquido livre na cavidade abdominal. A tomografia computadorizada (TC) abdominal com contraste é o padrão-ouro para graduar a lesão esplênica. O tratamento pode variar de manejo conservador (na maioria dos casos pediátricos) a esplenectomia, dependendo da estabilidade hemodinâmica e do grau da lesão.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais de choque hipovolêmico em crianças após trauma?

Em crianças, os sinais de choque hipovolêmico incluem taquicardia, tempo de enchimento capilar prolongado (>2 segundos), pulsos periféricos fracos, pele fria e pegajosa, alteração do estado mental e hipotensão (sinal tardio).

Por que a dor no ombro esquerdo pode indicar ruptura esplênica?

A dor no ombro esquerdo, conhecida como sinal de Kehr, ocorre devido à irritação do diafragma esquerdo pelo sangue acumulado na cavidade peritoneal após a ruptura esplênica. Essa irritação é referida ao ombro via nervo frênico.

Qual a abordagem inicial para uma criança com suspeita de ruptura esplênica e choque?

A abordagem inicial inclui estabilização hemodinâmica com acesso venoso, reposição volêmica agressiva com cristaloides e/ou hemoderivados, avaliação rápida por FAST (Focused Assessment with Sonography for Trauma) ou TC abdominal, e preparo para intervenção cirúrgica se houver instabilidade persistente.

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