CBO Teórica 1 - Prova de Bases da Oftalmologia — Prova 2014
A ruptura escleral por trauma contuso é mais comum no quadrante:
Ruptura escleral por trauma contuso → Local mais comum: Quadrante Nasal Superior.
A ruptura escleral em traumas contusos ocorre tipicamente em áreas de fragilidade anatômica, sendo o quadrante nasal superior o sítio de maior incidência.
A ruptura escleral é uma forma de trauma ocular de globo aberto resultante de um impacto contuso que excede a resistência tênsil da parede ocular. Diferente das lacerações (causadas por objetos perfurocortantes), a ruptura é uma lesão por mecanismo de dentro para fora. As localizações mais comuns são paralelas ao limbo, no quadrante nasal superior, ou sob as inserções dos músculos retos, onde a esclera é anatomicamente mais fina (cerca de 0,3 mm). O diagnóstico precoce é vital, pois a demora no fechamento primário aumenta drasticamente o risco de endoftalmite e perda visual permanente.
Em traumas contusos, o globo ocular sofre uma compressão anteroposterior súbita, elevando drasticamente a pressão intraocular. A ruptura tende a ocorrer em áreas onde a esclera é mais fina ou menos suportada. O quadrante nasal superior é frequentemente citado devido à proteção óssea da órbita lateral e inferior, que direciona a força de expansão para essa região, além da proximidade com o limbo e as inserções musculares.
Sinais sugestivos incluem hipotonia ocular importante (PIO muito baixa), hifema total (olho em 'bola de oito'), hemorragia subconjuntival densa e circunferencial (quemose hemorrágica), alteração na profundidade da câmara anterior (muito rasa ou muito profunda) e irregularidade pupilar apontando para o local da lesão.
A conduta deve ser de proteção absoluta do globo: colocar um protetor ocular rígido (sem compressão), manter jejum, prescrever antieméticos para evitar manobra de Valsalva, atualizar vacina antitetânica e encaminhar imediatamente para exploração cirúrgica em centro especializado.
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