CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2022
Qual dos achados abaixo, ao exame de tomografia de coerência óptica, representa maior risco de ruptura do epitélio pigmentado da retina no tratamento com antigiogênico de membranas neovasculares?
DEP elevado (> 400 micra) + Anti-VEGF = ↑ risco de ruptura do epitélio pigmentado da retina.
O descolamento elevado do epitélio pigmentado da retina (DEP) é o principal fator de risco para ruptura do EPR após injeção de anti-VEGF, devido à contração da membrana neovascular e à tensão mecânica no tecido já fragilizado.
A ruptura do epitélio pigmentado da retina (EPR) é um evento agudo que ocorre tipicamente em olhos com DMRI exsudativa e descolamentos do EPR (DEP) vascularizados. No OCT, os sinais de alerta incluem a altura do DEP, a presença de 'microrrupturas' prévias e a localização da membrana neovascular na borda do descolamento. Apesar do risco de ruptura, o tratamento com anti-VEGF geralmente continua sendo indicado, pois a história natural da doença sem tratamento é invariavelmente pior. O conhecimento dos fatores de risco permite ao oftalmologista realizar um aconselhamento adequado ao paciente sobre o prognóstico visual e a possibilidade desta complicação durante o curso terapêutico.
A ruptura do EPR é uma complicação grave da DMRI neovascular, onde o epitélio pigmentado se rompe e se retrai, deixando uma área de atrofia da retina externa. Pode ocorrer espontaneamente ou, mais frequentemente, logo após o início do tratamento com injeções intravítreas de anti-VEGF.
DEPs elevados (especialmente acima de 400-600 micra de altura) possuem uma tensão mecânica intrínseca maior. Quando o anti-VEGF promove a rápida contração da membrana neovascular subjacente, essa força de tração 'puxa' o EPR, causando o rasgo na zona de junção entre o EPR aderido e o descolado.
O prognóstico depende da localização da ruptura em relação à fóvea. Se a fóvea for poupada ou se o EPR se retrair para longe do centro, a visão pode ser mantida. No entanto, rupturas subfoveais geralmente resultam em perda visual severa e irreversível devido à perda dos fotorreceptores sobrejacentes.
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