UFF/HUAP - Hospital Universitário Antônio Pedro - Niterói (RJ) — Prova 2020
Referente à ruptura diafragmática por trauma, é correto afirmar que:
Ruptura diafragmática traumática = frequentemente associada a acidentes automobilísticos (trauma de alta energia).
A ruptura diafragmática traumática é mais comumente causada por traumas de alta energia, como os observados em acidentes automobilísticos. A força de impacto eleva a pressão intra-abdominal, que é transmitida ao diafragma, levando à sua ruptura.
A ruptura diafragmática por trauma é uma lesão relativamente rara, mas com potencial de morbidade e mortalidade significativas, especialmente se não diagnosticada precocemente. É classicamente associada a traumas de alta energia, sendo os acidentes automobilísticos a causa mais frequente, responsáveis por uma grande proporção dos casos devido às forças de desaceleração e compressão. O diagnóstico pode ser desafiador, pois os sinais e sintomas iniciais podem ser mascarados por outras lesões mais evidentes no contexto de um politrauma. A radiografia de tórax pode mostrar achados sugestivos, como elevação do hemidiafragma ou presença de vísceras abdominais no tórax, mas a tomografia computadorizada é mais sensível. A ausência de sinais radiológicos não exclui o diagnóstico, e a suspeita clínica é crucial. A conduta para a ruptura diafragmática traumática é quase sempre cirúrgica, visando a redução dos órgãos herniados e o reparo do defeito diafragmático. O prognóstico depende da extensão da lesão, da presença de outras lesões associadas e da rapidez do tratamento, sendo um tema importante para residentes que atuam em emergência e cirurgia do trauma.
Os mecanismos mais comuns são traumas contusos de alta energia (acidentes automobilísticos, quedas de altura) que aumentam subitamente a pressão intra-abdominal, e traumas penetrantes (ferimentos por arma branca ou de fogo).
Na radiografia de tórax, pode-se observar elevação do hemidiafragma, presença de alças intestinais ou outros órgãos abdominais no tórax, desvio mediastinal e sonda nasogástrica no tórax. A TC de tórax/abdome é mais sensível.
A conduta é cirúrgica, visando a redução dos órgãos herniados e o reparo do diafragma. A abordagem pode ser toracotomia ou laparotomia, dependendo das lesões associadas e da preferência do cirurgião.
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