Ruptura Diafragmática Traumática: Diagnóstico e Sinais

HOS/BOS - Hospital Oftalmológico de Sorocaba - Banco de Olhos (SP) — Prova 2022

Enunciado

Homem, 48 anos, vítima de colisão automobilística frontal contra outro veículo na direção contrária. Foi atendido por uma equipe de atendimento pré-hospitalar, que relatou se tratar do motorista; estava sem cinto de segurança e notou-se que o volante estava torcido. Foi retirado rapidamente do seu assento por estar com dificuldade respiratória. Diante desse quadro e mecanismo de impacto, pode-se suspeitar, corretamente, de

Alternativas

  1. A) fratura de coluna lombar nível L2.
  2. B) fratura e instabilidade do anel pélvico.
  3. C) ruptura diafragmática.
  4. D) fratura bilateral de fêmur.
  5. E) lesão da laringe.

Pérola Clínica

Colisão frontal + volante torcido + dificuldade respiratória → Alta suspeita de ruptura diafragmática.

Resumo-Chave

A ruptura diafragmática traumática é uma lesão grave comum em colisões frontais, especialmente sem cinto de segurança, devido ao aumento súbito da pressão intra-abdominal que força o diafragma. A dificuldade respiratória é um sintoma chave.

Contexto Educacional

A ruptura diafragmática traumática é uma lesão grave, mas relativamente rara, que ocorre em cerca de 0,8% a 5% dos pacientes com trauma torácico ou abdominal fechado significativo. É mais comum em acidentes automobilísticos de alta energia, especialmente colisões frontais, onde o impacto do volante no abdome ou a desaceleração brusca aumentam drasticamente a pressão intra-abdominal, forçando o diafragma a se romper. A fisiopatologia envolve a transmissão súbita de pressão do abdome para o tórax, resultando em uma ruptura, mais frequentemente no hemidiafragma esquerdo devido à proteção do fígado à direita. Os sintomas podem ser inespecíficos inicialmente, incluindo dificuldade respiratória, dor torácica ou abdominal, e podem ser mascarados por outras lesões. A presença de volante torcido e dificuldade respiratória após uma colisão frontal são fortes indicadores. O diagnóstico pode ser desafiador e muitas vezes é tardio. A radiografia de tórax pode mostrar elevação do diafragma, presença de vísceras abdominais no tórax ou desvio de órgãos mediastinais. A tomografia computadorizada é mais sensível. O tratamento é cirúrgico, com reparo da ruptura diafragmática, geralmente por laparotomia ou toracotomia, dependendo da apresentação e das lesões associadas.

Perguntas Frequentes

Quais são os sintomas de ruptura diafragmática traumática?

Os sintomas podem incluir dificuldade respiratória, dor torácica ou abdominal, náuseas, vômitos e, em casos graves, sinais de choque. A ausculta pode revelar sons intestinais no tórax, um sinal patognomônico.

Qual o mecanismo de lesão que causa ruptura diafragmática em colisões?

O mecanismo mais comum é o aumento súbito e intenso da pressão intra-abdominal, que é transmitida ao diafragma, causando sua ruptura, frequentemente no lado esquerdo devido à proteção do fígado à direita.

Como é feito o diagnóstico de ruptura diafragmática?

O diagnóstico pode ser desafiador. Radiografia de tórax pode mostrar elevação do diafragma, presença de alças intestinais no tórax ou sonda nasogástrica no tórax. A tomografia computadorizada é mais sensível, e a laparoscopia/toracoscopia pode ser diagnóstica e terapêutica.

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