CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2024
Sobre a situação encontrada no peroperatório da cirurgia abaixo (considere que a incisão está superior), assinale, dentre as alternativas, aquela que demonstra a ação mais adequada, imediatamente após a cirurgia
Suspeita de ruptura capsular → Manter irrigação + Injetar viscoelástico coesivo antes de retirar a caneta.
A manutenção da pressão positiva com irrigação e o preenchimento com viscoelástico coesivo evitam o colapso da câmara anterior e o prolapso de vítreo durante intercorrências na facoemulsificação.
O manejo intraoperatório de complicações como a ruptura da cápsula posterior exige calma e técnica. A primeira regra fundamental é não retirar o instrumento de dentro do olho sem antes preencher a câmara com viscoelástico, mantendo a pressão positiva. Isso previne o prolapso de vítreo e o descolamento de retina. Este conhecimento é essencial para residentes de oftalmologia que realizam cirurgias de catarata, pois a resposta imediata define o prognóstico visual do paciente.
Manter a irrigação garante que a pressão intraocular permaneça positiva. Se a caneta for retirada sem essa manutenção, a pressão cai bruscamente, o que favorece o colapso da câmara anterior e a migração do humor vítreo para o segmento anterior, complicando o manejo da cirurgia.
O viscoelástico coesivo é ideal para manter espaços e afastar estruturas. Ele cria uma barreira física que ajuda a conter o vítreo e estabilizar os restos corticais ou nucleares, permitindo uma transição segura para a limpeza do segmento anterior ou vitrectomia anterior.
A sutura deve ser realizada apenas após a estabilização completa da câmara anterior, limpeza de qualquer prolapso vítreo e garantia de que não há tração na base do vítreo. Suturar precocemente sem tratar o prolapso pode encarcerar o vítreo na ferida cirúrgica.
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