CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2012
Durante uma cirurgia de facoemulsificação com implante de lente intraocular, o médico nota os seguintes sinais: dificuldade súbita de emulsificar e aspirar material nuclear, associada ao aprofundamento da câmara anterior e mobilidade excessiva, ou subluxação, do núcleo. Qual a conduta mais apropriada nesse momento?
Rotura capsular → Manter caneta no olho + Preencher com viscoelástico antes de retirar.
Ao suspeitar de rotura de cápsula posterior, a manutenção da pressão intraocular com viscoelástico impede o colapso da câmara anterior e a migração de fragmentos para o vítreo.
A facoemulsificação é a técnica padrão-ouro para cirurgia de catarata, mas exige manejo preciso de complicações intraoperatórias. A ruptura da cápsula posterior é um evento crítico que pode levar à perda de fragmentos para o segmento posterior e edema macular cistoide. O reconhecimento precoce através de sinais como aprofundamento da câmara anterior é vital. O manejo imediato foca na manutenção da estabilidade hidrodinâmica. O cirurgião deve evitar a flutuação da pressão intraocular, utilizando substâncias viscoelásticas para manter o espaço e proteger o endotélio corneano enquanto decide a melhor estratégia de resgate dos fragmentos e implante da lente intraocular (LIO) em sulco ou fixação escleral.
Os sinais clássicos incluem o aprofundamento súbito da câmara anterior, a dificuldade de aspiração do material nuclear, a inclinação ou subluxação do núcleo e a perda de reflexo vermelho em casos graves de hemorragia ou luxação total.
A retirada súbita da caneta causa uma queda brusca da pressão intraocular (hipotonia), o que favorece o colapso da câmara anterior e a tração vítrea, aumentando significativamente o risco de hemorragia expulsiva e migração de fragmentos para o polo posterior.
O viscoelástico dispersivo ou coesivo deve ser injetado para estabilizar a câmara anterior e tamponar a rotura capsular, permitindo uma transição segura para a vitrectomia anterior ou conversão da técnica cirúrgica sem perda de estruturas.
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