HIS - Hospital Infantil Sabará (SP) — Prova 2020
Homem, 25 anos de idade, com aproximadamente 70kg de peso, é admitido no pronto-socorro 30 minutos após acidente automobilístico. Na admissão ao exame físico: pressão arterial = 90 x 60 mmHg, frequência cardíaca = 130 batimentos/minuto, arrítmico. Sinais clínicos de pneumotórax à esquerda, que foi drenado e colocado em selo d’água, observando-se grande borbulhamento no frasco coletor. Após a drenagem, a ausculta do murmúrio vesicular no hemitórax E estava ausente e presente HTD. A ultrassonografia focalizada no trauma (em inglês, FAST) da região abdominal resultou negativa e o restante do exame físico era normal. A radiografia de tórax, pós-drenagem, encontra-se reproduzida a seguir: Frente aos achados clínicos e radiológicos, a principal hipótese diagnóstica para o caso é:
Pneumotórax persistente com grande borbulhamento pós-drenagem e ausência de murmúrio → suspeitar ruptura brônquica.
Em trauma torácico, um pneumotórax que persiste com grande borbulhamento no selo d'água após drenagem, e ausência de murmúrio vesicular, sugere uma lesão brônquica ou traqueal significativa. A ruptura brônquica impede a reexpansão pulmonar e mantém o vazamento de ar.
A ruptura de brônquio é uma lesão grave e relativamente rara, mas potencialmente fatal, que ocorre geralmente em traumas torácicos de alta energia, como acidentes automobilísticos. A rápida identificação é crucial para o prognóstico do paciente. A suspeita deve surgir em pacientes com trauma torácico que desenvolvem pneumotórax e apresentam sinais de vazamento aéreo persistente e significativo. Clinicamente, o paciente pode apresentar dispneia, taquipneia, dor torácica e sinais de choque. Após a drenagem de um pneumotórax, a persistência de um grande borbulhamento no selo d'água, juntamente com a ausência de murmúrio vesicular no lado afetado, mesmo após a drenagem, são achados altamente sugestivos de uma lesão traqueobrônquica. A radiografia de tórax pode mostrar o pneumotórax que não reexpande, pneumomediastino ou enfisema subcutâneo. O diagnóstico definitivo é feito por broncoscopia, que permite visualizar diretamente a lesão. O tratamento é cirúrgico, com o reparo da via aérea. A demora no diagnóstico e tratamento pode levar a complicações graves como infecções, estenose brônquica e perda da função pulmonar. Residentes devem estar atentos a esses sinais para um manejo adequado e rápido em situações de emergência.
Sinais incluem pneumotórax persistente, grande borbulhamento contínuo no dreno torácico mesmo após a drenagem inicial, ausência de murmúrio vesicular no hemitórax afetado e, por vezes, enfisema subcutâneo extenso.
A radiografia pode mostrar pneumotórax que não reexpande, pneumomediastino, enfisema subcutâneo e, em casos mais graves, o sinal do 'pulão caído' (fallen lung sign) se houver desinserção completa do brônquio.
A conduta inicial envolve estabilização do paciente, drenagem do pneumotórax. A confirmação diagnóstica é feita por broncoscopia e o tratamento definitivo é cirúrgico, com reparo da via aérea.
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