UNESP/HCFMB - Hospital das Clínicas de Botucatu (SP) — Prova 2025
Homem de 25 anos, vítima de acidente automobilístico, apresenta dor abdominal e hematúria macroscópica. Cistografia: extravasamento de contraste no espaço peritoneal. O tratamento é:
Extravasamento intraperitoneal na cistografia → Cirurgia imediata (Rafia vesical).
Rupturas de bexiga intraperitoneais ocorrem geralmente por trauma com bexiga cheia, resultando em peritonite química; o tratamento é cirúrgico obrigatório.
O trauma de bexiga é frequentemente associado a fraturas de pelve, mas a ruptura intraperitoneal ocorre tipicamente por um golpe direto no abdome inferior com a bexiga distendida (efeito 'estouro de balão'). O extravasamento de urina para a cavidade peritoneal causa irritação peritoneal e pode levar a uremia e hipercalemia por reabsorção peritoneal de solutos urinários. O tratamento cirúrgico envolve a rafia da bexiga em dois planos com fios absorvíveis e drenagem vesical pós-operatória.
A ruptura intraperitoneal exige reparo cirúrgico imediato (laparotomia) devido ao risco de peritonite e distúrbios metabólicos pela absorção de urina. Já a ruptura extraperitoneal simples pode ser tratada de forma conservadora com cateterismo vesical por 10 a 14 dias, reservando a cirurgia para casos complexos ou associados a outras lesões.
A cistografia retrógrada (ou cistotomografia) é o padrão-ouro. Deve ser realizada com preenchimento vesical adequado (mínimo 300-350ml de contraste) para garantir a distensão da parede e evidenciar pequenos extravasamentos que poderiam passar despercebidos em fases tardias de uma TC convencional.
A tríade clássica inclui hematúria macroscópica (presente em >95% dos casos), dor suprapúbica e incapacidade de micção. No trauma pélvico associado a hematúria macroscópica, a investigação de lesão vesical é mandatória.
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