Santa Casa de São José dos Campos (SP) — Prova 2024
Mulher de 73 anos tabagista e levada pelos familiares ao pronto atendimento com queixas de dor abdominal agudo acompanhada de muita fraqueza. Ao exame: Sudorese moderada hipocorada (3+/4+), PA=80 x 40 mmHg e FC 110, abdome doloroso com massa palpável mesoabdominal, pulsátil, após estabilização hemodinâmica qual seria o exame que ajudaria no diagnóstico?
Idoso + tabagista + dor abdominal aguda + choque + massa pulsátil = AAA roto. TC com contraste após estabilização.
A apresentação clínica (idosa, tabagista, dor abdominal aguda, choque hipovolêmico e massa abdominal pulsátil) é altamente sugestiva de ruptura de aneurisma de aorta abdominal. Após a estabilização hemodinâmica, a Tomografia Computadorizada (TC) com contraste é o exame padrão-ouro para confirmar o diagnóstico, localizar o sangramento e planejar a intervenção cirúrgica.
A ruptura de aneurisma de aorta abdominal (AAA) é uma emergência médica com alta mortalidade, exigindo reconhecimento e intervenção rápidos. Afeta principalmente idosos, com fatores de risco como tabagismo, aterosclerose e hipertensão. A apresentação clássica é a tríade de dor abdominal ou lombar súbita e intensa, massa abdominal pulsátil e hipotensão, indicando choque hipovolêmico devido ao sangramento retroperitoneal. O manejo inicial foca na estabilização hemodinâmica, que inclui acesso venoso calibroso, reposição volêmica com cristaloides e, se necessário, transfusão de hemoderivados. É crucial evitar a 'ressuscitação agressiva' que pode piorar o sangramento, mantendo uma pressão arterial permissiva até o controle cirúrgico. Após a estabilização, o diagnóstico definitivo e o planejamento cirúrgico são realizados. Embora a ultrassonografia à beira do leito possa ser útil para uma avaliação inicial rápida em pacientes instáveis, a Tomografia Computadorizada (TC) com contraste é o exame de imagem padrão-ouro. Ela permite confirmar a ruptura, identificar o local exato do sangramento, avaliar a anatomia do aneurisma e das artérias ilíacas, e guiar a decisão entre reparo aberto ou endovascular (EVAR), sendo essencial para a sobrevida do paciente.
Os principais fatores de risco incluem idade avançada, sexo masculino, tabagismo, aterosclerose, hipertensão arterial, dislipidemia e história familiar de AAA.
A tríade clássica de ruptura de AAA consiste em dor abdominal ou lombar súbita e intensa, massa abdominal pulsátil e hipotensão (choque).
A TC com contraste oferece alta sensibilidade e especificidade para confirmar a ruptura, identificar o local do sangramento, avaliar a extensão do aneurisma e fornecer detalhes anatômicos essenciais para o planejamento cirúrgico.
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