SMS João Pessoa - Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa (PB) — Prova 2015
Paciente que apresenta ruptura de aneurisma de aorta abdominal tem a seguinte triade clínica clássica:
Tríade clássica AAA roto: Hipotensão + Massa pulsátil + Dor lombar súbita.
A tríade clássica de ruptura de aneurisma de aorta abdominal (AAA roto) é hipotensão arterial, dor lombar súbita e massa abdominal pulsátil, representando uma emergência médica com alta mortalidade que exige reconhecimento e intervenção cirúrgica imediatos.
A ruptura de aneurisma de aorta abdominal (AAA) é uma das emergências vasculares mais graves, com uma taxa de mortalidade extremamente alta, mesmo com tratamento cirúrgico. A compreensão de sua apresentação clínica é vital para o diagnóstico precoce e a intervenção salvadora. A incidência de AAA aumenta com a idade, sendo mais comum em homens idosos com histórico de tabagismo e aterosclerose. A tríade clínica clássica da ruptura de AAA é composta por hipotensão arterial, dor lombar súbita e intensa, e a presença de uma massa abdominal pulsátil. A hipotensão reflete o choque hipovolêmico devido à hemorragia retroperitoneal ou intraperitoneal. A dor é frequentemente descrita como dilacerante e pode irradiar para as costas, flancos, abdome ou virilha. A massa pulsátil é o próprio aneurisma, que pode ser palpável no abdome. O diagnóstico rápido é fundamental. Em pacientes instáveis, a ultrassonografia à beira do leito pode confirmar a presença do aneurisma e líquido livre. Em pacientes mais estáveis, a angiotomografia computadorizada é o exame de escolha. O tratamento é cirúrgico de emergência, seja por reparo aberto ou endovascular, visando conter o sangramento e restaurar a integridade da aorta. A suspeita clínica deve ser alta em pacientes de risco com a tríade característica.
Os principais fatores de risco incluem idade avançada, sexo masculino, tabagismo, hipertensão arterial, aterosclerose e história familiar de AAA.
A massa abdominal pulsátil é um achado crucial que indica a presença de um aneurisma e, em conjunto com a dor e hipotensão, sugere fortemente sua ruptura, sendo um sinal de alerta para emergência.
A conduta inicial é estabilização hemodinâmica com fluidos e transfusão, analgesia, e encaminhamento imediato para cirurgia vascular para reparo cirúrgico de emergência, preferencialmente após confirmação diagnóstica rápida por imagem.
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