CMC - Fundação Centro Médico de Campinas (SP) — Prova 2020
Homem, 72 anos de idade, portador de aneurisma de aorta abdominal, procura o pronto-socorro com quadro de dor abdominal de forte intensidade, associada a hipotensão e sudorese. Qual é a melhor conduta neste caso?
AAA roto: dor abdominal súbita + hipotensão + massa pulsátil → cirurgia imediata.
A tríade clássica de dor abdominal/lombar, hipotensão e massa abdominal pulsátil em paciente com histórico de AAA é altamente sugestiva de ruptura. Nesses casos, a estabilização hemodinâmica e o encaminhamento para cirurgia de emergência são prioritários, sem atrasos para exames de imagem.
A ruptura de aneurisma de aorta abdominal (AAA) é uma emergência médica grave com alta mortalidade, exigindo reconhecimento rápido e intervenção imediata. É mais comum em homens idosos com histórico de tabagismo, hipertensão e doença aterosclerótica. A importância clínica reside na sua letalidade, tornando o diagnóstico precoce e a conduta assertiva cruciais para a sobrevida do paciente. A fisiopatologia envolve o enfraquecimento progressivo da parede da aorta, levando à dilatação e eventual ruptura. O diagnóstico é primariamente clínico em pacientes instáveis, caracterizado pela tríade de dor abdominal/lombar súbita e intensa, hipotensão e massa abdominal pulsátil. A suspeita deve ser alta em qualquer paciente idoso com dor abdominal e instabilidade hemodinâmica, especialmente se houver histórico de AAA. O tratamento definitivo para um AAA roto é a cirurgia de emergência, seja por reparo aberto ou endovascular (EVAR), dependendo da anatomia do aneurisma e da condição do paciente. A prioridade é a estabilização hemodinâmica inicial com fluidos e transfusão, seguida de transporte rápido para o centro cirúrgico. O prognóstico é reservado, com mortalidade significativa mesmo com tratamento adequado, ressaltando a importância da prevenção e do rastreamento de AAA em grupos de risco.
Os sinais clássicos incluem dor abdominal ou lombar súbita e intensa, hipotensão e, em alguns casos, uma massa abdominal pulsátil. Sudorese e taquicardia também são comuns.
A conduta inicial é a estabilização hemodinâmica com fluidos e, se necessário, transfusão sanguínea, seguida de encaminhamento imediato para cirurgia de emergência, sem atrasos para exames de imagem.
Em pacientes hemodinamicamente instáveis, a tomografia de aorta pode atrasar o tratamento cirúrgico definitivo, que é a prioridade para salvar a vida do paciente. A decisão clínica baseada na tríade é suficiente para indicar a cirurgia.
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