Santa Casa de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2022
Paciente 32 anos, primigesta, realizou sorologia para rubéola no primeiro trimestre, com resultados: IgG negativo e IgM negativo. Indique a conduta adequada nesse caso.
Rubéola IgG e IgM negativos em gestante → vacinação no puerpério para evitar infecção em futuras gestações.
Uma gestante com sorologia para rubéola (IgG e IgM) negativa é suscetível à infecção. A vacina contra rubéola é de vírus vivo atenuado e contraindicada na gestação, devendo ser administrada no pós-parto imediato (puerpério) para conferir imunidade antes de uma nova gravidez.
A rubéola é uma doença viral que, quando adquirida durante a gestação, pode ter consequências devastadoras para o feto, resultando na Síndrome da Rubéola Congênita (SRC). A triagem sorológica para rubéola no pré-natal é fundamental para identificar gestantes suscetíveis à infecção, ou seja, aquelas que não possuem imunidade protetora (IgG negativo). Quando uma gestante apresenta IgG e IgM negativos, significa que ela nunca teve contato com o vírus e não está imunizada, nem está com infecção aguda. Nesses casos, a vacinação é essencial para prevenir a doença em gestações futuras. No entanto, a vacina tríplice viral (que inclui o componente da rubéola) é de vírus vivo atenuado e, por isso, é formalmente contraindicada durante a gravidez, devido ao risco teórico de transmissão vertical e infecção fetal. A conduta correta é orientar a gestante sobre a suscetibilidade e a importância da vacinação no puerpério imediato, antes da alta hospitalar. Isso garante que ela esteja protegida em futuras gestações, minimizando o risco de SRC. Não há necessidade de seguimento sorológico mensal, pois a vacinação durante a gestação é a principal preocupação a ser evitada.
A conduta adequada para uma gestante com IgG e IgM negativos para rubéola é a vacinação no puerpério. A vacina é contraindicada durante a gravidez por ser de vírus vivo atenuado, mas é crucial para prevenir infecções em futuras gestações.
A vacina contra rubéola é uma vacina de vírus vivo atenuado. Embora o risco de malformações fetais seja baixo, é contraindicada na gravidez por precaução, devido ao risco teórico de infecção fetal.
A infecção por rubéola durante a gestação, especialmente no primeiro trimestre, pode levar à Síndrome da Rubéola Congênita (SRC), que causa graves malformações, como cardiopatias, catarata, surdez e retardo mental.
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