Rubéola Congênita: Diagnóstico e Manifestações Clínicas Chave

FMC/HEAA - Faculdade de Medicina de Campos - Hospital Álvaro Alvim (RJ) — Prova 2023

Enunciado

Recém-nascido, filho de mãe sem pré-natal, nasceu de parto normal com 38 semanas de gestação, pequeno para a idade gestacional. Na maternidade, detectou-se a presença de persistência do canal arterial, o teste do reflexo vermelho apresentou opacidade bilateral e as emissões otoacústicas foram ausentes bilateralmente. Esses achados são sugestivos de qual infecção congênita?

Alternativas

  1. A) Toxoplasmose.
  2. B) Sífilis.
  3. C) Rubéola.
  4. D) Por citomegalovírus.

Pérola Clínica

Persistência canal arterial + catarata/opacidade reflexo vermelho + surdez congênita + PIG → Síndrome da Rubéola Congênita.

Resumo-Chave

A tríade clássica da Síndrome da Rubéola Congênita (SRC) inclui defeitos cardíacos (como PCA), oculares (catarata, retinopatia) e auditivos (surdez neurossensorial). PIG é um achado comum, reforçando a suspeita.

Contexto Educacional

A Síndrome da Rubéola Congênita (SRC) é uma condição grave resultante da infecção materna pelo vírus da rubéola durante a gestação, especialmente no primeiro trimestre. Apesar da disponibilidade da vacina tríplice viral, casos ainda ocorrem, principalmente em populações não vacinadas. A importância clínica reside nas múltiplas malformações congênitas que podem afetar o recém-nascido, com impacto significativo na saúde pública. A fisiopatologia envolve a replicação viral em tecidos fetais, levando a danos celulares, inflamação crônica e retardo do crescimento. As manifestações clínicas são variadas e podem incluir a tríade clássica de defeitos cardíacos (persistência do canal arterial, estenose da artéria pulmonar), anomalias oculares (catarata, glaucoma, retinopatia) e surdez neurossensorial. Outros achados comuns são pequeno para a idade gestacional, microcefalia, meningoencefalite, hepatoesplenomegalia e lesões ósseas. O diagnóstico é feito pela detecção de anticorpos IgM específicos para rubéola no sangue do recém-nascido ou pela identificação do vírus em amostras clínicas. Não há tratamento antiviral específico para a SRC, sendo o manejo focado no suporte e tratamento das malformações. A prevenção é a medida mais eficaz, através da vacinação de mulheres em idade fértil antes da gravidez, garantindo imunidade e protegendo o feto.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais componentes da tríade clássica da Síndrome da Rubéola Congênita (SRC)?

A tríade clássica da SRC inclui defeitos cardíacos (mais comumente persistência do canal arterial e estenose da artéria pulmonar), anomalias oculares (catarata, glaucoma, retinopatia) e surdez neurossensorial.

Por que a infecção por rubéola durante a gestação é tão grave para o feto?

O vírus da rubéola tem alto tropismo por tecidos fetais em desenvolvimento, especialmente no primeiro trimestre, causando danos celulares e inflamação que resultam em malformações congênitas graves e permanentes em múltiplos órgãos.

Como a rubéola congênita pode ser prevenida?

A prevenção primária é a vacinação de mulheres em idade fértil com a vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) antes da gestação. Mulheres grávidas não vacinadas devem evitar contato com pessoas infectadas.

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