Santa Casa de Limeira (SP) — Prova 2021
Assinale a alternativa correta sobre a rubéola.
Rubéola na gestação: efeitos fetais mais graves no 1º trimestre devido à organogênese.
A rubéola é uma infecção viral que, quando adquirida durante a gestação, pode ter consequências devastadoras para o feto, especialmente se a infecção ocorrer no primeiro trimestre, período de intensa organogênese. A vacina contra a rubéola é de vírus vivo atenuado e é contraindicada na gravidez.
A rubéola é uma infecção viral que, embora geralmente benigna em crianças e adultos, representa um risco significativo quando adquirida durante a gestação. A Síndrome da Rubéola Congênita (SRC) é a principal preocupação, resultando em uma constelação de malformações congênitas. A gravidade e o tipo das malformações dependem diretamente do período gestacional em que ocorre a infecção materna, sendo o primeiro trimestre o mais crítico devido à intensa organogênese. A vacina para prevenção da rubéola é a tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola), que é composta por vírus vivo atenuado. Por essa razão, a vacina é contraindicada para gestantes e mulheres que planejam engravidar devem aguardar pelo menos um mês após a vacinação. Os efeitos colaterais da vacina são geralmente leves e transitórios, não causando mal-estar intenso. Os efeitos para o feto são mais graves no primeiro trimestre da gestação, podendo levar a aborto espontâneo, natimorto ou malformações congênitas severas, como surdez, catarata, glaucoma, cardiopatias congênitas (persistência do canal arterial, estenose da artéria pulmonar), microcefalia e retardo do desenvolvimento psicomotor. A principal característica da rubéola congênita não são alterações de sono, mas sim essas malformações estruturais e funcionais.
O primeiro trimestre é o período de organogênese, quando os órgãos do feto estão se formando. A infecção pelo vírus da rubéola nesse estágio pode causar malformações graves e permanentes, como surdez, catarata e cardiopatias congênitas.
Não, a vacina contra a rubéola é de vírus vivo atenuado e é formalmente contraindicada durante a gravidez devido ao risco teórico de infecção fetal. A mulher deve evitar engravidar por pelo menos um mês após a vacinação.
A SRC pode manifestar-se com surdez neurossensorial, catarata, glaucoma, retinopatia, cardiopatias congênitas (persistência do canal arterial, estenose pulmonar), microcefalia, retardo do desenvolvimento e hepatoesplenomegalia.
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