Rubéola no Pré-natal: Por Que Não Rastrear IgM?

USP/HCRP - Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2024

Enunciado

No período de 2020 a 2022, 282 casos suspeitos de rubéola, em gestantes, foram notificados no Sistema de Agravos de Notificação (SINAN) no país e 80 (28,4%) tiveram resultados de IgM reagentes, sendo todos descartados após a investigação epidemiológica. Nesse mesmo período, de acordo com os dados do Gerenciador de Ambiente Laboratorial (GAL), foram realizados 14.127 exames de sorologia IgM para rubéola, em gestantes, e 110 (0,8%) foram reagentes. Entre as gestantes com sorologia IgM reagente, 28 (25,5%) realizaram RT PCR, sendo todos os resultados não detectáveis. Diante das informações apresentadas, o Ministério da Saúde, desde 2003, não recomenda a realização do exame sorológico com pesquisa IgM para rubéola, na rotina do pré-natal, em gestantes assintomáticas. Assinale a alternativa que melhor justifica a conduta proposta pelo Ministério da Saúde.

Alternativas

  1. A) A acurácia do exame sorológico para rubéola no pré-natal é relativamente baixa.
  2. B) A relação de custo benefício do exame sorológico para rubéola no pré-natal é desfavorável, devido ao número baixo de casos notificados.
  3. C) O valor preditivo negativo do exame sorológico para rubéola no pré-natal é praticamente 100% devido à não circulação do vírus no país.
  4. D) O valor preditivo positivo do exame sorológico para rubéola no pré-natal é praticamente zero devido à não circulação do vírus no país.

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