UNIRV - Universidade de Rio Verde (GO) — Prova 2020
Atualmente a infecção neonatal responsável pela maior incidência na surdez neonatal no Brasil é:
No Brasil, Rubéola congênita = principal causa infecciosa de surdez neonatal, apesar da vacinação.
Embora a citomegalovirose congênita seja a principal causa infecciosa de surdez neonatal em muitos países desenvolvidos, no contexto brasileiro, a rubéola congênita ainda se destaca como a maior incidência, especialmente em populações não vacinadas ou com cobertura vacinal inadequada, ressaltando a importância da vacinação materna.
A surdez neonatal é uma condição que impacta profundamente o desenvolvimento infantil, e as infecções congênitas representam uma parcela significativa de suas causas. No contexto brasileiro, apesar dos avanços na imunização, a rubéola congênita ainda se destaca como a infecção responsável pela maior incidência de surdez neurossensorial em recém-nascidos. Essa realidade sublinha a importância da vigilância epidemiológica e da manutenção de altas coberturas vacinais. A fisiopatologia da rubéola congênita envolve a infecção transplacentária do feto, especialmente durante o primeiro trimestre da gestação, período de maior organogênese e, portanto, de maior vulnerabilidade a malformações. O vírus da rubéola pode causar uma série de defeitos congênitos, coletivamente conhecidos como Síndrome da Rubéola Congênita (SRC), que incluem cardiopatias, catarata, microcefalia e, notavelmente, a surdez. O diagnóstico é clínico e laboratorial, com a detecção de anticorpos IgM específicos no recém-nascido. O tratamento da SRC é de suporte, visando minimizar as sequelas. A prevenção é a medida mais eficaz, realizada através da vacinação de mulheres em idade fértil com a vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) antes da gravidez. A identificação precoce da surdez neonatal, por meio da triagem auditiva universal, é essencial para a intervenção e reabilitação auditiva, melhorando o prognóstico de desenvolvimento da criança.
A Síndrome da Rubéola Congênita (SRC) pode causar malformações cardíacas (persistência do canal arterial), oculares (catarata, glaucoma), surdez neurossensorial, microcefalia, retardo do desenvolvimento e hepatoesplenomegalia. A surdez é uma das sequelas mais comuns e debilitantes.
A prevenção primária da rubéola congênita é feita através da vacinação das mulheres em idade fértil com a vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) antes da gravidez. É contraindicada durante a gestação.
Ambas podem causar surdez neurossensorial. A rubéola congênita, embora prevenível por vacina, ainda tem alta incidência de surdez no Brasil devido a falhas vacinais. A citomegalovirose congênita é a causa infecciosa mais comum de surdez congênita em países desenvolvidos e pode ser assintomática ao nascimento, com surdez progressiva.
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