UERN - Universidade do Estado do Rio Grande do Norte — Prova 2023
RN, nascido de parto normal com 38 semanas, mãe não realizou pré-natal. Pequeno para Idade Gestacional, nos exames iniciais foi detectado persistência do canal arterial, teste do olhinho mostrou opacidade bilateral e as emissões otoacústicas foram ausentes bilateralmente. Assim você levanta como principal hipótese:
Rubéola congênita = PCA + catarata/opacidade ocular + surdez + PIG.
O quadro clínico de um recém-nascido com persistência do canal arterial, opacidade bilateral nos olhos (sugestivo de catarata congênita) e emissões otoacústicas ausentes (indicando surdez) é altamente sugestivo da Síndrome da Rubéola Congênita (SRC). A mãe sem pré-natal aumenta a probabilidade de infecções congênitas não diagnosticadas.
A Síndrome da Rubéola Congênita (SRC) é uma condição grave resultante da infecção materna pelo vírus da rubéola durante a gravidez, especialmente no primeiro trimestre. A ausência de pré-natal aumenta o risco de infecções congênitas não detectadas e não tratadas, como a rubéola. A tríade clássica da SRC inclui cardiopatia (mais comumente persistência do canal arterial e estenose da artéria pulmonar), anomalias oculares (catarata, glaucoma, retinopatia pigmentar) e surdez neurossensorial. Outras manifestações podem incluir restrição de crescimento intrauterino (PIG), microcefalia, púrpura trombocitopênica, hepatoesplenomegalia e lesões ósseas. O diagnóstico precoce é fundamental para o manejo e suporte do recém-nascido. Para residentes, é essencial ter um alto índice de suspeita para SRC em recém-nascidos com múltiplas malformações congênitas, especialmente na ausência de pré-natal adequado. A prevenção através da vacinação materna (tríplice viral) antes da gestação é a medida mais eficaz para erradicar a SRC.
Os principais sinais da rubéola congênita incluem cardiopatias (como persistência do canal arterial), anomalias oculares (catarata, glaucoma, retinopatia) e surdez neurossensorial.
A infecção por rubéola durante a gestação pode levar a malformações congênitas graves, restrição de crescimento intrauterino, microcefalia, atraso no desenvolvimento e problemas neurológicos.
A vacinação pré-gestacional da mulher contra a rubéola é crucial para prevenir a infecção durante a gravidez e, consequentemente, a Síndrome da Rubéola Congênita, que pode ser devastadora para o feto.
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