CEPOA - Centro de Estudos e Pesquisas Oculistas Associados (RJ) — Prova 2020
Prematuro com 35 semanas de idade gestacional, PIG, apresenta, aos seis dias de vida, quadro de icterícia e exantema petequial. Exame físico: ictérico 3+/4 até zona III de Kramer, petéquias em tronco e membros inferiores, fígado palpável a 3cm do rebordo costal direito, baço palpável a 2cm do rebordo costal esquerdo, sopro sistólico de 4+/6 infraclavicular e leucocoria (pupila branca). A principal hipótese diagnóstica é:
Rubéola congênita → PIG, icterícia, petéquias, hepatoesplenomegalia, cardiopatia (PCA), leucocoria (catarata).
A rubéola congênita é uma infecção TORCH que pode causar uma tríade clássica de catarata, cardiopatia congênita (especialmente PCA) e surdez. Outras manifestações incluem restrição de crescimento intrauterino, hepatoesplenomegalia, icterícia e exantema petequial, como visto no caso.
A rubéola congênita é uma infecção viral transmitida da mãe para o feto, especialmente durante o primeiro trimestre da gestação, quando o risco de malformações graves é maior. É uma das infecções do complexo TORCH (Toxoplasmose, Outras - Sífilis, Varicela, HIV, Rubéola, Citomegalovírus, Herpes). A importância clínica reside na gravidade das sequelas que podem afetar múltiplos sistemas, sendo um tema recorrente em provas de residência e crucial na prática pediátrica. As manifestações clínicas são variadas e podem incluir restrição de crescimento intrauterino, icterícia, exantema petequial, hepatoesplenomegalia, e as clássicas malformações cardíacas (persistência do canal arterial, estenose da artéria pulmonar), oculares (catarata, glaucoma, retinopatia) e auditivas (surdez neurossensorial). A leucocoria, como descrita no caso, é um sinal de catarata congênita. O diagnóstico é feito pela detecção de anticorpos IgM específicos no recém-nascido ou isolamento viral. O tratamento da rubéola congênita é de suporte, visando o manejo das complicações. A prevenção é a medida mais eficaz, realizada através da vacinação de mulheres em idade fértil antes da gestação. O prognóstico depende da extensão e gravidade das malformações, sendo fundamental o acompanhamento multidisciplinar para otimizar o desenvolvimento da criança.
A rubéola congênita é classicamente associada à tríade de Gregg: catarata (leucocoria), cardiopatia congênita (como persistência do canal arterial) e surdez neurossensorial. Outros sinais incluem restrição de crescimento, hepatoesplenomegalia, icterícia e exantema petequial.
Embora muitas infecções TORCH compartilhem sintomas como hepatoesplenomegalia e petéquias, a presença de leucocoria (catarata) e cardiopatias específicas (PCA) é mais sugestiva de rubéola. O diagnóstico definitivo requer testes sorológicos ou moleculares.
A prevenção da rubéola através da vacinação pré-concepcional é crucial, pois a infecção materna no primeiro trimestre pode levar a malformações graves no feto. Não há tratamento específico para a rubéola congênita, apenas suporte.
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