UESPI - Universidade Estadual do Piauí — Prova 2022
Prematuro com 36 semanas de idade gestacional, PIG, apresenta, aos sete dias de vida, quadro de icterícia e exantema petequial. Exame físico: ictérico 3+/4 até zona III de Kramer, petéquias em tronco e membros inferiores, fígado palpável a 4cm do rebordo costal direito, baço palpável a 2cm do rebordo costal esquerdo, leucocoria e sopro sistólico de 4+/6 infraclavicular. Diante deste quadro, a principal hipótese diagnóstica é:
Icterícia + petéquias + hepatoesplenomegalia + leucocoria + cardiopatia congênita em RN → Rubéola Congênita.
A síndrome da rubéola congênita é uma infecção intrauterina que causa uma tríade clássica de malformações (olhos, coração, ouvidos), mas pode apresentar um espectro amplo de manifestações, incluindo icterícia, petéquias, hepatoesplenomegalia e leucocoria, como descrito no caso.
A rubéola congênita é uma infecção viral que ocorre quando uma gestante não imunizada é infectada pelo vírus da rubéola, que atravessa a placenta e infecta o feto. A gravidade e o tipo das malformações dependem da idade gestacional no momento da infecção, sendo o primeiro trimestre o período de maior risco para anomalias graves. É uma das infecções do complexo TORCH, de grande importância na neonatologia. As manifestações clínicas da síndrome da rubéola congênita são variadas e podem incluir restrição de crescimento intrauterino, icterícia colestática, exantema petequial ou purpúrico (aspecto de 'blueberry muffin'), hepatoesplenomegalia, e anemia hemolítica. As anomalias mais graves envolvem os olhos (catarata, glaucoma, retinopatia, leucocoria), o coração (persistência do canal arterial, estenose da artéria pulmonar) e o sistema auditivo (surdez neurossensorial). O diagnóstico é suspeitado clinicamente e confirmado por exames laboratoriais, como a detecção de IgM específico para rubéola no soro do neonato ou isolamento viral. O manejo é de suporte, visando tratar as complicações. A prevenção através da vacinação materna (antes da gestação) é a medida mais eficaz para erradicar a doença. Residentes devem estar atentos a essa constelação de sintomas em neonatos.
A tríade clássica inclui malformações oculares (catarata, glaucoma, retinopatia, leucocoria), cardíacas (persistência do canal arterial, estenose da artéria pulmonar) e auditivas (surdez neurossensorial).
Outros sinais incluem restrição de crescimento intrauterino (PIG), icterícia, exantema petequial ('blueberry muffin baby'), hepatoesplenomegalia, microcefalia, meningoencefalite e anomalias ósseas.
O diagnóstico é confirmado pela detecção do vírus em amostras clínicas (urina, nasofaringe) ou pela presença de anticorpos IgM específicos para rubéola no soro do neonato, ou IgG persistente após 6-12 meses.
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